Tamanho do texto

Igor Cornelsen, que mora nas Bahamas, foi condenado em US$ 5,1 milhões após embolsar US$ 1,6 milhão por receber informações privilegiadas sobre a compra do Burger King

Fundo 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira comprou o Burger King por R$ 7 bilhões
AFP
Fundo 3G Capital, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira comprou o Burger King por R$ 7 bilhões

Um investidor brasileiro que usou informação privilegiada para comprar opções em bolsa da multinacional do setor de alimentos Burger King foi condenado a pagar mais de US$ 5,1 milhões, informou nesta sexta-feira a maior autoridade do mercado de ações americano.

Igor Cornelsen soube, em maio de 2010, graças a seu corretor em Nova York, Waldyr da Silva Prado Neto, que a Burger King seria comprada por um grande fundo de investimentos .  "Tenho algumas informações... Você tem que ver isso", disse Prado em um email. Mais tarde, segundo a investigação, Cornelsen perguntou: "O negócio do sanduíche vai acontecer?"

O corretor roubou esta informação privilegiada de um cliente envolvido nesta operação.

Através de sua própria empresa, a Bainbridge Group, Cornelsen começou a colocar no mercado opções de compra de ações da Burger King. 

Durante meses, os dois operadores trocaram informação e negociaram nos mercados até que a rede de lanchonetes foi efetivamente comprada, em setembro de 2010. 

O órgão regulador disse que, quando percebeu quanto dinheiro fez após a confirmação do acordo, Cornelsen vibrou em um email para Prado, desta vez em inglês, "Wow! What a day!" ("Uau! Que dia!")

Cornelsen, que mora nas Bahamas, embolsou US$ 1,6 milhão com a venda de suas ações.

A Comissão da Bolsa americana abriu uma investigação com ajuda de sua equivalente brasileira e a condenação obriga Cornelsen e sua empresa a devolver os ganhos da operação e uma multa adicional de US$ 3,3 milhões.

A investigação contra o corretor Waldyr da Silva continua, informou a comissão.

* Com AFP e Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.