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Joint venture busca oferecer pagamentos móveis para um universo de 46,8 milhões de brasileiros não bancarizados acostumados a realizar transações de baixo valor com dinheiro

O Bradesco e a operadora de telefonia móvel Claro anunciaram nesta quinta-feira o lançamento um cartão pré-pago vinculado a uma linha de celular. Trata-se do primeiro fruto da joint venture MPO (Mobile Payment Operator), criada em 2011 para explorar o segmento de pagamentos móveis. O produto, que deve estar disponível no início do segundo trimestre de 2013, nasce com a missão de conquistar parte dos 46,8 milhões de brasileiros não bancarizados, de acordo com dados do IBGE, e também com a intenção de facilitar as transações de baixo valor. Segundo a  Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), 83% dos gastos até R$ 20 são pagos em papel-moeda. 

Para o presidente da Claro no Brasil, Carlos Zenteno, o cartão pré-pago vinculado a um celular caminha ao encontro da intenção do governo de aumentar a inclusão financeira da sociedade. "O foco é naquelas pessoas que fazem uso da telefonia móvel como ferramentas para fazer transações múltiplas. Vamos dar flexibilidade ao cliente para usar as redes de capilaridade de Bradesco e Claro", afirmou o executivo.

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A ideia é que o cartão pré-pago seja inserido no próprio aparelho celular, e que o cliente, sem precisar abrir uma conta no banco, consigam fazer compras e realizar transações como depósitos, transferências de valores, saques e consulta de saldo, por exemplo. O cliente também conseguiria fazer recarga de celulares e pagamento de contas com o sistema. Para fazer cada transação, o consumidor teria à disposição três plataformas: SMS, USSD (que permite interação em tempo real) e a tecnologia sem contato (NFC, ou Near Field Communication).

"Isso permite a transmissão ou captura de transações dos cartões por aproximação do celular ao terminal (ou à maquininha da Cielo, parceira das empresas na empreitada)", explica Márcio Parizotto, diretor do Bradesco Cartões. Através do NFC, disponível para celulares mais sofisticados, como os smartphones, os consumidores conseguiriam pagar suas compras sem precisar usar cartões de plástico ou dinheiro. Para autenticar a compra, não seria necessário recorrer à senha do cliente. A expectativa de Bradesco e Claro é que o NFC seja lançado a partir do meio do ano que vem. 

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Segundo Parizotto, a ideia é que o cadastro para aderir ao sistema seja simplificado, com a exigência de CPF para criar a conta virtual. Os recursos seriam geridos pelo próprio banco. Parizotto explica que os valores permitidos nesses tipos de transações serão baixos e determinados de acordo com patamares definidos pelo Banco Central, mas não quis especificar valores. Os executivos também preveem que as tarifas cobradas sejam menores que

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