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Ontem, ações subiram e valor de mercado da companhia atingiu R$ 248,73 bi. Petrobras caiu e passou a valer R$ 247,21 bi

Os ventos a favor da Ambev estão soprando mais rapidamente do que o previsto: ontem, a empresa passou a Petrobras e se transformou na maior, em valor de mercado, negociada na bolsa brasileira. Na edição do último dia 12, BRASIL ECONÔMICO previa que a cervejaria, empresa privada controlada pela holding InBev (por sua vez, controlada pelos investidores Jorge Paulo Lemann, Roberto Sicupira e Marcel Telles) passaria a gigante estatal de petróleo em julho do ano que vem.

Ontem, as ações preferenciais da Ambev (as mais negociadas) fecharam a R$ 85,40, em alta de 1,6%. Com isso, o valor de mercado da companhia atingiu R$ 248,73 bilhões. Petrobras PN, por sua vez, caiu 1,46%, a R$ 18,85. Com a queda, a empresa passou a valer R$ 247,21 bilhões na bolsa.

A diferença é pequena e, claro, a disputa ainda é apertada — portanto, o quadro pode mudar a qualquer momento.

Mas a trajetória da Ambev na bolsa neste ano é surpreendente. Veja, no quadro ao lado, que em janeiro a empresa valia pouco menos de R$ 190 bilhões, enquanto Petrobras, R$ 340 bilhões. Ambev perdia até da Vale, a segunda maior até abril; em maio, a cervejaria se aproximou de R$ 230 bilhões enquanto a Vale recuava para pouco mais de R$ 210 bilhões.

Continuando ou não à frente da Petrobras, as ações da Ambev tendem a manter a alta nos próximos meses, segundo analistas. Lauren Torres e James Watson, da HSBC Securities nos Estados Unidos, preveem que o preço deve terminar 2013 em R$ 90 - antes da divulgação do balanço da empresa, a previsão era menor, de R$ 86. Já a Coinvalores fixou preço alvo de R$ 92. Além do aquecido mercado doméstico de consumo de bebidas, a empresa exibe resultados estáveis e melhora contínua da rentabilidade, diz Cauê de Campos Pinheiro, analista da SLW Corretora. “É difícil para os concorrentes ganharem mercado”, acredita. “A Petrobras, ao contrário, não vem entregando os resultados esperados.”

Resultados

A Ambev viu seu lucro líquido saltar quase 50% no terceiro trimestre, para R$ 2,51 bilhões, apoiada em forte crescimento de receita, apesar da desaceleração no volume de vendas decorrente de preços mais altos. A receita cresceu 15%, a R$ 8,04 bilhões. Se consideradas apenas as operações no Brasil, o volume de cerveja subiu ligeiro 0,2% e de bebidas não-alcoólicas cresceu leve 0,4%, em meio a um ambiente marcado por aumento de preços decorrente de tributações sobre o setor de bebidas. “Uma parte substancial de nossos aumentos ao varejo ocorreu no final do terceiro trimestre e incluiu não somente o repasse dos impostos , mas também os ajustes de preços que historicamente fazemos no quarto trimestre”, afirmou a Ambev no balanço. Colaboraram Vanessa Correia e Pedro Silva

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