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Composição do MSCI Global Standard, referência de fundos de investimento, foi revisada

As ações ordinárias do Bradesco, Ambev, Lojas Americanas, Qualicorp e Weg registraram valorizações expressivas na última sexta-feira refletindo o ingresso no principal índice do Morgan Stanley Capital International (MSCI), o Global Standard, que serve de referência para inúmeros fundos de investimento. Os destaques foram Weg, Ambev, Bradesco e Lojas Americanas, com alta de 7,45%, 6,61%, 5,52% e 5,01%, respectivamente. As units da Kroton também foram incluídas no índice, porém registram queda de 0,47%.

Na contramão, as ações ordinárias da MMX — braço de mineração do megaempresário Eike Batista — e preferenciais da Transmissão Paulistas (CTEEP) foram excluídas do índice MSCI Global Standard. Os papéis somam-se a outros 59 ativos mundiais que foram excluídos do índice, enquanto 51 foram adicionados na nova versão — o índice é atualizado semestralmente.

A nova composição do índice entra em vigor em 1º de dezembro, mas muitos fundos de investimentos se antecipam à data para recompor seu portfólio. Prova disso é o descolamento observado na última sexta-feira entre os papéis ordinários, que ingressaram no índice, e preferenciais. Bradesco PN, Ambev PN e Lojas Americanas PN — todos listados no Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira —, registraram valorização de 1,14%, 3,17% e 2,53%, respectivamente.

Além do MSCI Global Standard, outros 9 índices foram revisados, entre eles o MSCI Global Small Cap. Nesse, sete ações brasileiras ingressaram na carteira (IMC Holdings ON, Locamerica ON, Magnesita ON, Mahle Metal Leve ON, MMX ON, Paranapanema ON e Unicasa ON), enquanto seis saíram (Cremer ON, IdeiasNet ON, Inepar PN, Kepler Weber ON, Kroton Unit e Plascar ON).

A próxima revisão será em 15 de maio, com vigência a partir de 3 de junho.

Ambev mais perto da liderança

A forte alta registrada pelas ações da Ambev ajudou a reduzir ainda mais a distância, em valor de mercado, da Petrobras, que no último pregão registrou desvalorização de 3,88%.

Na sexta-feira, a diferença entre a Petrobras e a Ambev era de apenas R$ 9,7 bilhões - sendo que o valor de mercado da estatal petrolífera era de R$ 252,6 bilhões e da Ambev era de R$ 242,9 bilhões. No fechamento do ano passado, a diferença entre as gigantes brasileiras era bastante superior: de R$ 104 bilhões. Ou seja, somente este ano, a diferença entre ambas recuou 91%.

Se considerada a média mensal da evolução de cada uma delas (Ambev avança R$ 5 bilhões em valor de mercado por mês e a Petrobras recua R$ 3,5 bilhões mensais), a Ambev passaria a Petrobras e se tornaria a maior empresa brasileira em valor de mercado em janeiro.

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