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A partir de 19 de novembro, associados da Apimec elegerão o sucessor de Lucy Sousa no comando da entidade

A Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) ganhou importância nos últimos anos quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) transferiu à entidade a responsabilidade de supervisionar — e, se necessário, punir — a conduta de analistas e profissionais de investimento.

Sob a supervisão de Lucy Sousa, que ficou à frente da Apimec por quatro anos, o número de profissionais credenciados supera os 700. Somente este ano foram recebidos 38 mil relatórios de análise — entre fundamentalistas, técnicos, híbridos, individuais, coletivos, boletins diários, e mapa de ações —, ou 210 relatórios por dia útil.

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Essa, inclusive, é uma das funções que mais demandam tempo da Apimec: avaliação do conteúdo dos relatórios. Tanto é que até o final de setembro, a entidade já havia enviado 23 cartas às instituições responsáveis pela elaboração do documento solicitando a identificação, de forma clara e objetivo, do responsável por seu conteúdo.

A entidade também julgou três processos administrativos sancionadores, no qual condenou, pela primeira vez, profissionais de investimento devido sua conduta inadequada. O caso envolveu a casa de análise independente Empiricus e o frigorífico Marfrig. A pena mais severa foi dada a Marcos Eduardo Elias, então responsável pelos relatórios publicados pela Empiricus na ocasião: suspensão do credenciamento de analista por 12 meses.

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“O principal legado da minha gestão é a função autorreguladora, que nos foi passada por meio da Instrução CVM nº 483/2010. Construímos as diretrizes desde o início do meu primeiro mandato, em 2009. Hoje a atividade está consolidada, estabelecida e bem sucedida na entidade”, afirma Lucy.

Passado o momento de implantação das mudanças é hora dos associados escolherem o substituto de Lucy à frente da Apimec Nacional. Para ela, seu sucessor terá como desafio a unificação do sistema Apimec. Além da Apimec Nacional, o sistema conta com seis regionais - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Nordeste e Distrito Federal. “O modelo regional dá capilaridade, mas não permite a padronização. A Apimec precisa repensar seu lado mais tradicional: os serviços prestados aos associados”, diz Lucy, que termina seu mandato em dezembro.

Os associados terão de 19 a 29 de novembro para escolher a chapa vencedora. O resultado será divulgado em 30 de novembro. Leia abaixo as propostas dos dois candidatos entrevistados pelo BRASIL ECONÔMICO.

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