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Depois de Brasil e México, banco segue passos de clientes rumo ao Chile, Argentina e Colômbia

Seguindo os passos dos grandes clientes, o J.P. Morgan colocou a América Latina na planilha de investimentos. Desde o ano passado, o banco americano vem investindo na abertura da área de serviços de tesouraria, que é responsável pela gestão de caixa, comércio, liquidez, cartão comercial e serviços judiciais. O aporte chega a US$ 50 milhões. Depois de Brasil e México, no ano que vem, será a vez da Argentina e do Chile contarem com esses produtos. O próximo da lista é a Colômbia, de acordo com Andy Rodriguez Lubary, responsável por Serviços de Tesouraria para a América Latina, em entrevista exclusiva ao BRASIL ECONÔMICO. A expectativa é que até 2013 a área conte com mais de 300 funcionários.

“Os clientes daqui estão expandindo as suas operações regionalmente e pelo mundo, enquanto os clientes de países desenvolvidos estão de olho na região”, afirma o executivo, sem especificar o quanto a América Latina deve gerar de receita. “Não detalhamos o nosso faturamento nesse nível, mas a expectativa é grande. É uma grande oportunidade”, acrescenta Martin Nonna, diretor de serviços de tesouraria corporativa para a América Latina. No terceiro trimestre, os serviços de tesouraria do banco apuraram receita de quase US$ 1,1 bilhão.

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O Brasil vai dar apoio para os vizinhos, já que os principais executivos da América Latina ficarão no país. “Mas cada um terá sua área própria com gerentes regionais”, reitera Lubary. “Por ser a maior economia, o Brasil também é onde vemos a mais oportunidades de ganhos”, acrescenta o executivo.

Sobre a interferências dos governos na regulação, Lubary diz que isso afeta marginalmente os clientes, mas não impede a vinda deles. “Estamos aqui para ajudá-los da melhor forma possível. Não é uma aposta de seis meses. Pretendemos ficar aqui por uns 100 anos. Isso vai além de questões cambiais ou interferências do governo e eles pensam da mesma forma.”

Nonna afirma que no portfólio de produtos existem os que são globalmente ofertados, mas também aqueles que são regionalmente adaptados. “Cada região tem demandas específicas, assim como cada cliente também.”

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Um dos tópicos que estão na pauta de reuniões com clientes são os possíveis cenários por causa da crise econômica. “Acho que teremos o mesmo número de países na Zona do Euro, apesar de o futuro da Grécia ainda ser uma dúvida. Mas o cenário da economia dos Estados Unidos ficará mais positivo, assim como o da América Latina, puxado pelo interesse dos investidores e desempenho do Brasil e México”, acrescenta Lubary. “Apresentamos planos de contingência caso a situação seja pior do que a prevista.”

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