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Para cumprir agenda, mais de US$ 3 milhões estão sendo pleiteados junto ao BIS

O Brasil acaba de assumir a presidência do Comitê Latinoamericano de Educação Financeira (CLEF), da Federação Latino Americana de Bancos (Felaban), com a missão de unificar e integrar os programas de educação financeira disseminadas pela América Latina.

O grupo é composto por 19 países da região e Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foi nomeado presidente do CLEF pelos próximos dois anos.

“Queremos que os países que compõem o comitê criem alinhamento e interlocução entre si de forma a avançarem no tema educação financeira”, afirma o executivo. Antes do Brasil, a presidência do grupo estava com o Peru.

Segundo Moraes, entre os principais desafios a serem transpostos nesse período está mapeamento das iniciativas de educação financeira realizadas pelos países que compõem o grupo, para que as informações possam ser usadas para pesquisa e aprimoramento. “A gestão passada deu início a esse processo, mas sabemos que é algo demorado”, diz. “Para se ter uma ideia, somente no Brasil foram listados mais de 180 programas de educação financeira, desde os mais complexos, até os mais simples”, completa.

O executivo também quer lançar um portal de educação financeira, traduzido em três línguas (português, espanhol e inglês), para que as iniciativas envolvendo o tema sejam expostas e otimizadas.

Contudo, para que os projetos caminhem na velocidade desejada, a entidade negocia com o Banco Mundial um empréstimo no valor superior a US$ 3 milhões. Os recursos serão utilizados para a contratação de profissionais que desenvolverão conteúdos didáticos destinados a esse público, bem como definirão os formatos de divulgação — televisão, rádio, internet. “É mais fácil atingir jovens e adolescentes, uma vez que as iniciativas podem ser levadas às instituições de ensino. Já os adultos precisam de outros meios para terem acesso à educação financeira”, afirma Moraes.

Recursos

O projeto será apresentado ao organismo internacional em 2013 e a expectativa é que os recursos sejam liberados até o final do ano. De acordo com Moraes, o Banco Mundial doaria uma parte dos recursos e o restante seria doado pelas federações de bancos de todos os países que compõem o CLEF.

Enquanto a proposta não é aprovada, o comitê utiliza recursos próprios para incrementar o inventário de iniciativas de educação financeira, bem como criar o portal. “Brasil, Colômbia, Uruguai, Peru e México lideram tanto o atual, quanto o comitê passando no que diz respeito ao funding para essas ações”, ressalta.

Entre 2010 e 2012, a Febraban desembolsou US$ 50 mil para as ações citadas por Moraes. E o orçamento deve ser mantido para os próximos dois anos. “Não acreditamos que o atual momento vivido pelas instituições financeiras mundo afora atrapalhe o andamento dos projetos de educação financeira. A maior concorrência entre eles faz com que qualquer diferencial seja de suma importância. E essas iniciativas são diferenciais”, pondera.

O Comitê Latinoamericano de Educação Financeira é formado por Peru, Brasil, México, Argentina, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, República do Panamá, Paraguai, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

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