Tamanho do texto

Citigroup, HSBC Holdings, Deutsche Bank e JPMorgan Chase & Co. são os quatro bancos com mais relevância no mercado

Agência Estado

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) revelou pela primeira vez o montante de capital extra que espera que os maiores bancos do mundo mantenham diante do potencial risco que eles impõem ao sistema financeiro global em consequência do tamanho e escala que têm.

O FSB, que coordena a resposta dos órgãos reguladores globais à crise financeira atual em nome do G-20, identificou Citigroup, HSBC Holdings, Deutsche Bank e JPMorgan Chase & Co. como os quatro bancos mais centrais para o sistema, com base em dados de 2011 fornecidos pelas empresas.

Segundo o FSB, os bancos devem estar sujeitos a uma sobretaxa de capital de 2,5 pontos porcentuais acima do mínimo estatutário delineado pelos acordos de Basileia 3 para capital bancário.

Outros 24 bancos da lista do FSB devem estar sujeitos a sobretaxas menores, entre 1 e 2 pontos porcentuais. Basileia 3 exige que os bancos tenham capital equivalente a pelo menos 7% de seus ativos ponderados pelo risco para operarem livremente.

A estimativa do FSB não é final ainda. A lista definitiva de "instituições financeiras importantes para o sistema global", conhecidas como G-SIFIs, só será divulgada em 2014, e as proporções de capital serão implementadas gradualmente entre 2016 e o começo de 2019, em paralelo com as regras de Basileia 3.

Os órgãos reguladores atribuem importância particular à lista de "instituições financeiras importantes para o sistema", ou SIFIs, também chamadas de "grandes demais para falir" (too big to fail). As exigências de capital extra são destinadas a reduzir o risco de um desses bancos falir e provocar uma fratura mundial em massa no sistema, assim como aconteceu com o Lehman Brothers em 2008.

Ao atualizar a lista, o FSB fez um total de cinco mudanças na lista original que havia elaborado no ano passado. Foram acrescentados o espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) e o britânico Standard Chartered e retirados o alemão Commerzbank, o britânico Lloyds Banking Group e o franco-belga Dexia. Este último entrou em colapso no fim de 2011, exigindo o tipo de resgate multibilionário promovido pelo dinheiro dos contribuintes que as novas sobretaxas pretendem evitar.

A lista atualizada faz parte de três relatórios que o FSB preparou para apresentar na reunião dos ministros de Finanças e representantes de bancos centrais do G-20 que será realizada na Cidade do México domingo e segunda-feira. As informações são da Dow Jones.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.