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Greve favorece as modalidades prontamente disponíveis, como o crédito rotativo, e também tem influência na inadimplência, diz Tulio Maciel, do Banco Central

Agência Estado

Ao falar sobre a greve bancária do mês passado, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse nesta sexta-feira que os bancos relataram as dificuldades dos clientes em renegociar suas dívidas, o que contribuiu para o aumento da inadimplência da pessoa física, devido à dificuldade de acesso a agências bancárias.

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"A greve favorece as modalidades prontamente disponíveis, como o crédito rotativo, e também tem influência na inadimplência. A dificuldade de acesso impede renegociações. O volume de expansão de crédito também poderia ter sido maior", disse.

Apesar da alta de juros e spreads para pessoa física no mês passado, Maciel afirmou que o acirramento concorrencial no sistema bancário, com bancos anunciando redução de taxas de forma mais agressiva, repercutiu na queda do spread nos últimos meses. Disse ainda que o aumento de setembro foi marginal, provocado pela procura maior por linhas com maior spread.

"Se não fosse isso, com cheque especial e cartão crescendo mais, teríamos spread mais baixo para pessoa física no mês passado", afirmou Maciel. A greve também reduziu as concessões de crédito consignado, mas a participação desta modalidade no total do crédito pessoal continuou crescendo.