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Moeda norte-americana fecha a sexta-feira cotada a R$ 2,027

O dólar fecha a sexta-feira e também a semana perto da estabilidade. As oscilações limitadas do dólar ante o real refletem, na percepção dos agentes financeiros, o objetivo do governo de reduzir ao máximo a volatilidade do câmbio. Na semana, o Banco Central atuou duas vezes por meio de leilão de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro, com volume financeiro total pouco superior a US$ 3 bilhões. Ainda, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou que o governo optou por uma gestão ativa do câmbio.No mercado doméstico, o dólar à vista fechou a R$ 2,027 no balcão (+0,05%). Na semana, a moeda norte-americana tem leve queda em torno de 0,05%, também ficando perto da estabilidade. Em outubro até esta sexta-feira a moeda recua 0,10%. Nesta sexta-feira, o dólar foi a R$ 2,028 na cotação máxima e tocou R$ 2,025 na mínima.

O giro financeiro estava robusto e somava US$ 2,498 bilhões (US$ 2,433 bilhões em D+2) perto das 16h30. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 2,026, com leve alta de 0,03% e cinco negócios (dado preliminar). No mesmo horário, o dólar para novembro de 2012 estava cotado a R$ 2,0275 (+0,05%).

Com as atuações recentes no câmbio, o BC efetuou a rolagem dos contratos de swap cambial reverso com vencimento em 1º de novembro, que totalizavam quase US$ 3 bilhões, conforme era a expectativa dos operadores. Uma estrategista argumenta que enquanto a indústria não mostrar retomada sólida, não há razão para que a autoridade monetária mude sua estratégia em relação ao câmbio.

Na avaliação do economista-chefe do banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, a eficácia da estratégia do governo em buscar eliminar a volatilidade do câmbio é evidente. "Sem dúvida. Parece que governo e o Banco Central tabelaram o câmbio. É só comparar com qualquer moeda, seja do mesmo grupo ou não do real, que (o movimento da moeda brasileira) parece uma linha reta".

Com a aproximação do fim do mês, a cotação do dólar para novembro esteve mais próxima do nível do dólar à vista. O dólar para novembro ficou, em grande parte da segunda sessão, perto de R$ 2,027, enquanto o à vista estava em R$ 2,026. Esta convergência nos valores é natural à medida que os negócios vão se aproximando do final do mês. Os agentes financeiros citam que começa a movimentação em torno da rolagem de contratos futuros e avaliam que o processo deve estar bem intensificado na segunda-feira.

A atuação do BC e a ênfase no discurso de membros do governo têm mantido o dólar oscilando em margens estreitas. O BC está atento ao fluxo diário e a casos de captações para intervir quando perceber movimento capaz de alterar de forma mais significativa o nível da moeda, cita um operador. Neste sentido, o mercado segue acompanhando a emissão da Caixa Econômica Federal de US$ 1 bilhão em bônus de cinco anos e US$ 500 milhões em papéis de 10 anos, segundo fontes.