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Ibovespa encerrou com recuo de 0,97%, aos 57.276,81 pontos. Na semana, a perda foi de 2,79% e, no mês, de 3,21%

O bom humor durou pouco e nesta sexta-feira a Bovespa voltou para o campo negativo e registrou o pior desempenho semanal de outubro, de quase -3%. Aliás, das 19 sessões ocorridas ao longo do mês, a Bolsa caiu em 11 delas. Nesta sexta-feira o dia foi de notícias mistas vindas do exterior. Por aqui, a Petrobras, que divulga após o fechamento do mercado seus números referentes ao terceiro trimestre, fechou com alta superior a 1% e contribuiu para impedir uma queda maior do índice. Já Vale, siderúrgicas e bancos fizeram pressão baixista ao Ibovespa.Com isso, o Ibovespa encerrou com recuo de 0,97%, aos 57.276,81 pontos. Na semana, a perda foi de 2,79% e, no mês, de 3,21%. No ano, a Bolsa ainda registra alta, de 0,92%. Na mínima, o índice atingiu 57.061 pontos(-1,34%) e, na máxima, 57.883 pontos (-0,01%). O giro financeiro ficou em R$ 5,784 bilhões.

O diretor de produtos estratégicos da Infinity Asset, André Paes, ressaltou que a Bolsa segue sendo influenciada pelos acontecimentos externos e que nem mesmo quando os nossos indicadores são positivos o Ibovespa se descola do cenário internacional. "Por mais que nosso índices sejam melhores, continuamos sendo um país emergente", observou, acrescentando ainda que a Bovespa é muito volátil e acaba potencializando os movimentos.

Os papéis da Petrobras fizeram bonito. As ações ON encerraram com ganho de 1,64% e a PN, +1,61%. A previsão de analistas consultados pela Agência Estado é de que a estatal anuncie lucro líquido de R$ 8,07 bilhões, deixando para trás o prejuízo reportado no trimestre passado. A projeção é baseada nas estimativas de seis casas (BES Securities, Bradesco Corretora, BTG Pactual, Deutsche Bank, Itaú Corretora e JP Morgan). No terceiro trimestre de 2011, a Petrobras reportou lucro de R$ 6,34 bilhões.

Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em dezembro, depois de oscilar entre baixas e altas, encerrou o dia com pequeno avanço de 0,27%, a US$ 86,28 o barril.

Já a Vale voltou a cair acompanhando os metais. O papel ON da mineradora recuou 0,75% e o PNA, -0,69%. As siderúrgicas também tiveram dia de perdas. Gerdau PN (-2,49%), Metalúrgica Gerdau PN (-2,75%), Usiminas PNA (-3,96%) e CSN ON (-2,38%).

Os bancos, que divulgaram balanços nesta semana - Bradesco, Itaú Unibanco e Santander -, não escaparam e terminaram em queda. O Bradesco PN (-1,30%), Itaú Unibanco PN (-1,37%), Banco do Brasil ON (-1,89%) e units do Santander (-2,81%).

No exterior, as notícias foram mistas. O crescimento do PIB da Coreia do Sul no terceiro trimestre foi o menor desde o quarto trimestre de 2009 e a taxa de desemprego na Espanha bateu novo recorde histórico de alta. Por outro lado, a Alemanha informou que o sentimento do consumidor sobre as perspectivas econômicas saltou para o nível mais alto em cinco anos. As notícias contribuíram para as bolsas europeias terminarem o dia em direções distintas.

Nos EUA, a economia do país cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre, sustentada pela elevação nos gastos dos consumidores e do governo e a melhora do setor imobiliário residencial. O PIB apresentou crescimento a uma taxa anualizada de 2,0% entre julho e setembro, acima da expectativa de crescimento de 1,8% prevista por analistas. Além disso, os mercados internacionais iniciaram o dia digerindo os resultados considerados decepcionantes pelo mercado da Apple e da Amazon.com.

Às, 17h18, o índice Dow Jones subia 0,22%, o S&P 500 registrava ganho de 0,12% e o Nasdaq, +0,21%.

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