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Índices reagem aos últimos dados de crescimento EUA, que surpreenderem positivamente

Agência Estado

Após um dia de forte volatilidade, a maioria das bolsas europeias fechou em alta nesta sexta-feira, reagindo aos últimos dados de crescimento econômico dos EUA, que surpreenderem positivamente. O índice Stoxx Europe 600 garantiu um pequeno ganho de 0,1% e encerrou a sessão aos 270,51 pontos. Na semana porém, o índice pan-europeu recuou 1,3%.O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA apresentou desempenho melhor do que o esperado no terceiro trimestre, avançando 2% ante igual período do ano passado, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio, divulgada na manhã desta sexta-feira. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam uma expansão menor, de 1,8%. O resultado foi sustentado por gastos maiores dos consumidores e do governo federal e pela melhora do setor imobiliário residencial.

Já o índice de sentimento do consumidor dos EUA referente a outubro, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, foi revisado para baixo, a 82,6, de uma estimativa preliminar de 83,1. A corretora Newedge, porém, lembra que o índice ficou bem acima do nível do mês passado e é a leitura mais forte desde o fim de 2007.

Antes do PIB norte-americano, as ações europeias estavam sobre pressão por causa de balanços corporativos e indicadores macroeconômicos desfavoráveis. Na Espanha, a taxa de desemprego bateu novo recorde e superou 25%. Além disso, a Grécia poderá precisar de outros 30 bilhões de euros (US$ 38,7 bilhões) em ajuda de credores internacionais, segundo reportagem do Wall Street Journal.

Também pesou a decisão de quinta-feira (25) da Standard & Poor's de rebaixar o BNP Paribas e reduzir a perspectiva do Société Générale e Crédit Agricole, citando riscos econômicos na França e sul da Europa. No mercado francês, as ações dos bancos caíram 1,3%, 1,9% e 1%, respectivamente. Por outro lado, o índice de confiança do consumidor da Alemanha deu um salto e atingiu o nível mais alto em cinco anos, segundo dados do instituto GFK.

Em Londres, o índice FTSE 100 teve uma ligeira alta de 0,03% e terminou o dia aos 5.806,71 pontos, com altas da mineradora Anglo American (+4,09%), cuja executiva-chefe, Cynthia Carroll, decidiu renunciar ao cargo, e do grupo varejista de luxo Burberry (+1,68). Na semana, no entanto, o mercado inglês acumulou perda de 1,52%. Em Paris, o índice CAC-40 registrou a melhor performance de hoje, com ganho de 0,69%, para 3.435,09 pontos, mas o recuo semanal chegou a 1,98%. O Carrefour se destacou e saltou 3,4% após a notícia de que o grupo varejista negocia a venda de sua operação na Malásia.

Na Alemanha, o índice DAX subiu 0,44%, para 7.231,85 pontos. Os destaques de Frankfurt incluíram Deutsche Telekom (+1,4%), Infineon (+1,2%) e ThyssenKrupp (+1,1%). Na semana, o índice alemão cedeu 2,02%. Em Milão, o índice FTSE Mib avançou 0,36%, para 15.584,86 pontos após a Itália vender hoje o máximo pretendido de 1 bilhão de euros em um leilão de bônus de nove e 24 anos a um custo menor que em ofertas anteriores. Por outro lado, a Mediaset, maior emissora privada de televisão da Itália, caiu 3,1% após seu proprietário, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, ser condenado por fraude fiscal.

A Bolsa de Madri sentiu o impacto do dado de desemprego e recuou 0,05%, com o índice Ibex 35 fechando aos 7.775,60 pontos. A perda semanal no mercado espanhol ficou em 1,74%. O Bankia, cujo balanço saiu após o fechamento, perdeu 2,6%. Segundo comunicado da União Europeia e do Banco Central Europeu, o chamado "banco ruim", entidade que a Espanha está criando para administrar ativos imobiliários tóxicos das instituições financeiras problemáticas do país, estará em operação a partir de 1º de dezembro. Em Lisboa, o índice PSI 20 terminou a sessão praticamente estável, com ganho marginal de 0,01%, para 5.390,91 pontos. O mercado português teve a menor perda na semana, de 0,95%.

Entre bolsas europeias de liquidez reduzida, a de Atenas caiu 0,8% e o índice ASE fechou aos 874,54 pontos, enquanto as negociações entre a Grécia e seus credores se arrastam e com a notícia de que o país poderá precisar de assistência adicional. As informações são da Dow Jones.

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