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Apesar da alta, banco reduziu provisão para créditos de liquidação duvidosa em 15,2% em relação aos três meses anteriores

O Santander Brasil foi o único dos maiores bancos privados nacionais a ver a taxa de inadimplência crescer no terceiro trimestre. Enquanto Bradesco e Itaú Unibanco registraram queda de 0,1 ponto percentual no índice de inadimplência superior a 90 dias, a subsidiária da instituição financeira espanhola viu a taxa de maus pagadores crescer de 4,9% no segundo trimestre para 5,1% entre julho e setembro.

Apesar da alta, o banco, a exemplo de seus concorrentes, reduziu a provisão para créditos de liquidação duvidosa, que caiu de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre para R$ 3,22 bilhões no terceiro. Segundo Carlos Galán, vice-presidente executivo do banco, a explicação está na queda da inadimplência projetada para os próximos meses. “Acreditamos que atingimos o pico de inadimplência, e ela deve se estabilizar no quarto trimestre e diminuir em2013”, afirmou Galán em teleconferência nesta quinta-feira.

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O executivo ressaltou ainda que, embora o volume de créditos de liquidação duvidosa tenha caído no trimestre, ainda é quase 30% superior ao registrado em 2011. “Vamos evoluir nos próximos meses para atingir patamares pré-2012”, afirmou Galán. “O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) vai se acelerar, e isso terá um impacto positivo na qualidade do crédito”, acrescentou.

Mais cedo, o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, havia afirmado que o endividamento das famílias foi um dos responsáveis pelo aumento da inadimplência apresentada pelo banco.“Das 60 milhões de famílias no Brasil, o sistema teve entre 8 milhões e 10 milhões de famílias endividadas além do que podia se endividar", avaliou o executivo, sem precisar o quanto o número de calotes pode se reduzir no quarto.

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Galán explicou ainda que a carteira de crédito do banco registrou expansão de 0,8% em relação ao trimestre anterior, para R$ 207,3 bilhões. Segundo o executivo, o crédito imobiliário e a carteira do consignado foram dois dos produtos que registraram maior avanço – de 6,6% e 2,3%, respectivamente. Os empréstimos à pessoa física subiram 9,5%, enquanto os para grandes empresas tiveram alta de 5,7% no período.

A receita com prestação de serviços e tarifas no terceiro trimestre avançou 12,7%, a R$ 2,54 bilhões, enquanto as despesas gerais subiram 12%, a R$ 4 bilhões.

(com agências)

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