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Papéis ON e PNA da empresa avançaram 5,63% e 5,57%, respectivamente, após balanço agradar e mostrar que a mineradora tem condições de gerar caixa e está se saindo bem

Depois de cinco dias seguidos de queda, hoje finalmente a Bovespa conseguiu encerrar o dia no positivo, embora ainda esteja abaixo dos 58 mil pontos. A forte alta das ações da Vale, que divulgou seus resultados ontem, após o fechamento do mercado, ajudaram a puxar o Ibovespa para cima. Também contribuíram a valorização dos papéis da OGX, da Petrobrás e bancos. No exterior, os balanços corporativos ditaram o tom positivo. Além disso, o desempenho melhor do que o esperado da economia do Reino Unido no terceiro trimestre e a notícia de que o governo da Espanha poderá pedir formalmente uma ajuda para os bancos do país ampararam o movimento.

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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira com valorização de 1,18%, aos 57.836,78 pontos. Na máxima, o índice atingiu 58.274 pontos (+1,95%) e, na mínima ficou estável, nos 57.161 pontos. No mês, a perda foi reduzida para 2,26% e, no ano, o ganho foi ampliado para 1,91%. O giro financeiro somou R$ 6,200 bilhões. Os dados são preliminares.

Entre as principais altas do índice hoje, os papéis ON e PNA da Vale avançaram 5,63% e 5,57%, respectivamente. Embora em um primeiro momento o balanço do terceiro trimestre da companhia tenha ficado aquém das expectativas do mercado, a análise posterior do documento detalhado e dos números excluindo fatores não recorrentes agradou os especialistas, que avaliam que a mineradora tem condições de gerar caixa e está se saindo bem, apesar das adversidades.

O analista-chefe da Magliano, Henrique Kleine, destacou que o preço do minério de ferro, que afetou os ganhos no terceiro trimestre, mostrou recuperação nos últimos meses do ano e a expectativa é de que se mantenha num patamar favorável no início de 2013. Além disso, está sendo bem vista a política de alienação de ativos que não agregam valor à companhia, e que serão revertidos em investimentos, e a rígida meta de corte de custos operacionais da empresa.

A Vale reportou lucro líquido em USGAAP de US$ 1,669 bilhão no período, recuo de 66,2% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O lucro é o menor desde o primeiro trimestre de 2010, quando a mineradora registrou ganhos de US$ 1,604 bilhão. A receita operacional somou US$ 10,963 bilhões, uma queda de 34,5% na mesma comparação. O Ebitda ajustado alcançou US$ 3,738 bilhões, retração de 61,2% ainda na relação anual. Excluindo o efeito de itens não recorrentes, a geração de caixa somou US$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre.

OGX ON também figurou entre as principais altas, com ganho de 2,59%. O acionista controlador, o empresário Eike Batista, outorgou à companhia o direito de exigir que ele subscreva novas ações ordinárias, ao preço de R$ 6,30 cada, até o limite máximo de US$ 1 bilhão.

Petrobrás, que divulga balanço amanhã, após o fechamento do mercado, também subiu, acompanhando o preço do petróleo no mercado internacional. A ação ON avançou 1,12% e a PN subiu 0,97%. Na Nymex, os contratos futuros da commodity com vencimento em dezembro encerraram com valorização de 0,37%, a US$ 86,05 o barril.

Os bancos também voltaram a subir, depois de apanharem desde o início da semana por conta de seus resultados fracos. Bradesco PN mostrou alta de 2,46%, Itaú Unibanco PN avançou 1,42%, Banco do Brasil ON subiu 1,93% e as units do Santander registraram valorização de 0,92%. O banco espanhol reportou hoje lucro líquido de R$ 1,46 bilhão no terceiro trimestre deste ano no padrão contábil internacional, o IFRS, queda de 18,7% ante o mesmo intervalo do ano passado.

Em Nova York, às 17h17, o índice Dow Jones subia 0,04%, o S&P 500 ganhava 0,19% e o Nasdaq, +0,13%. Mais cedo, as ações chegaram a operar no vermelho, após informações de que a agência de classificação de risco Fitch poderia rebaixar o rating de dívida soberano do país.

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