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Moeda norte-americana teve variação negativa de 0,02%, cotada a R$ 2,0255 na venda

O dólar fechou praticamente estável ante o real nesta quinta-feira, com um novo leilão de swap cambial realizado pelo Banco Central mantendo o mercado de câmbio brasileiro travado e cada vez menos atraente para investidores.

A moeda norte-americana teve variação negativa de 0,02%, cotada a R$ 2,0255 na venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 2,0238 e R$ 2,0280.

O BC concluiu a rolagem dos contratos de swap cambial reverso --que equivalem à compra de dólares no mercado futuro-- que vencem em 1º de novembro. Foram vendidos 28.300 contratos, da oferta total de 30 mil.

Na terça-feira, a autoridade monetária já tinha feito um leilão de swap reverso, mas ainda não havia rolado todos os contratos que vencem no início do próximo mês.

Operadores veem a atuação do BC como mais um sinal claro de que o governo quer manter a moeda acima de R$ 2 e com menor volatilidade. A expectativa é que as variações limitadas continuem, já que o cenário externo também não tem mostrado grande mudanças e não há grandes fluxos para o Brasil.

"O mercado está muito travado e não há nada que sinalize que isso vai se alterar. Um fluxo maior poderia trazer mudanças, mas também não temos visto isso acontecer", avaliou o superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira.

"O governo está trabalhando de forma a manter a moeda nesse patamar... Isso até afasta investidores e não dá para apostar em uma alta ou queda maior, ficamos nesse marasmo", acrescentou.

Além das intervenções do BC, declarações de autoridades do governo têm contribuído para deixar o mercado engessado.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, por exemplo, assumiu em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada na quarta-feira que o sistema cambial atualmente é de flutuação "suja" e que isso vai durar o tempo que for necessário para defender o país da chamada "guerra cambial".

Fontes do governo afirmaram à Reuters que a flutuação "suja" tem como objetivo deixar o câmbio mais previsível para encorajar os empresários a investir, além de deixar as exportações mais baratas e as importações, mais caras.

No cenário externo, outras moedas também não mostraram grandes oscilações nesta quinta-feira, apesar do tom um pouco mais otimista, principalmente depois de notícias positivas vindas da China, que pode mostrar maior aceleração de sua produção industrial no final do ano.

Às 17h35, o dólar tinha alta de 0,18% ante uma cesta de divisas, enquanto o euro caía 0,21% frente à própria moeda norte-americana.

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