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Indicadores foram pouco afetados por dados que mostram que a contração que começou em países menores da periferia está agora afetando Alemanha e França

As principais Bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por um rally das empresas de tecnologia e ignorando o pessimismo que afetou os mercados após a divulgação de indicadores de atividade da zona do euro que mostram que a contração que começou em países menores da periferia está agora afetando Alemanha e França, arrastando a zona do euro como um todo mais para baixo.

Os dados negativos foram contrabalançados pela notícia de que a China está apresentando uma recuperação lenta e constante depois de seu período mais fraco de crescimento em três anos. Na Europa, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras caiu para 45,8 neste mês ante leitura em setembro de 46,1. É a menor leitura desde junho de 2009, e o indicador ficou bem abaixo da expectativa de 46,4 em pesquisa da Reuters. O índice está agora abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração desde fevereiro.

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Mas os indicadores europeus ignoraram esses dados e subiram no pregão desta quarta. Em Londres, o índice FTSE 100 valorizou 0,12%, a 5.804 pontos, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,59%, para 3.426 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,27%, aos 7.192 pontos, e, em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,57%, a 7.791 pontos. Já o italiano MIB valorizou 0,82%, aos 15.706 pontos.

Notícias otimistas da China também ajudaram os indicadores a sustentarem a se manterem em terreno positivo nesta quarta-feira. No país, o  Índice de Gerentes de Compras do HSBC atingiu 49,1 em outubro, uma máxima de três meses, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração, destacando a natureza sem brilho da recuperação chinesa.

(com Reuters)