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Segundo a Polícia Federal, o mandado de prisão domiciliar contra Luis Felippe Índio da Costa, ex-controlador da instituição financeira, foi cumprido no Rio de Janeiro

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje Luis Felippe Índio da Costa, pai do ex-presidente do Banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa. Luis Felippe é ex-controlador do Banco Cruzeiro do Sul, instituição que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em setembro deste ano. Segundo a Polícia Federal, o mandado de prisão domiciliar contra o ex-controlador foi cumprido no Rio de Janeiro. O nome dele não foi divulgado pela Polícia Federal, mas a Justiça Federal confirmou a informação àAgência Brasil.

A prisão domiciliar do ex-controlador do banco foi decretada com base no Código de Processo Penal, que prevê a possibilidade quando o preso tem mais de 80 anos.

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Também hoje (23), no Rio de Janeiro, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra “altos administradores” do banco. Segundo a Justiça Federal em São Paulo, trata-se de Horácio Martinho Lima e de Maria Luisa Garcia de Mendonça. De acordo com a Polícia Federal em São Paulo, a Justiça não decretou a prisão desses administradores, mas fixou fianças como medida cautelar no valor de R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão de reais. Eles estão impedidos de viajar ao exterior, de exercer qualquer atividade no mercado financeiro ou dispor de bens próprios ou de terceiros.

Ontem (22), como parte da operação, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do Banco Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa, em um condomínio em Cotia, na Grande São Paulo. Costa será indiciado por crimes contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro.

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De acordo com a Justiça Federal, as prisões foram decretadas pelo juiz Márcio Ferro Catapani, substituto da 2ª Vara Federal Criminal em São Paulo, como medida cautelar para garantir a ordem econômica. Em sua decisão, o juiz entendeu ser “concreto o risco de que os investigados ocultem, dissimulem e se desfaçam de seu patrimônio, que há de ser utilizado para ressarcir as vítimas e recompor o patrimônio da instituição financeira”.

O inquérito foi instaurado pela Polícia Federal em São Paulo em junho deste ano, após o recebimento de informações do Banco Central sobre supostas fraudes contábeis realizadas pelo Banco Cruzeiro do Sul. A PF investiga crimes contra o sistema financeiro, crimes contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro. “Ao longo da investigação, a Polícia Federal detectou indícios de outras condutas criminosas. A investigação aponta a possibilidade de fraude de mais de R$ 1,2 bilhão”, diz a PF, por meio de nota.

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Caso sejam condenados, os envolvidos poderão cumprir penas entre um e 12 anos de prisão, além de multa.

A Agência Brasil procurou o advogado do ex-consultor, mas ainda não obteve retorno.