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Moeda americana reduziu um pouco seus ganhos ao longo da sessão, mostrando ainda pouco interesse dos investidores em fazer grandes operações, e terminou a R$ 2,028

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta terça-feira, após o Banco Central ter realizado logo no início do pregão um leilão de swap cambial reverso para rolar contratos que vencem no início de novembro.

A moeda norte-americana reduziu um pouco seus ganhos ao longo da sessão, mostrando ainda pouco interesse dos investidores em fazer grandes operações, com parte deles testando se o BC realizará um novo leilão para rolar o restante dos contratos que estão para vencer.

O dólar avançou 0,14%, a R$ 2,0280 na venda. Durante a sessão, a divisa oscilou entre R$ 2,0255 e R$ 2,0320. Segundo dados da BM&F, o volume negociado no mercado foi de cerca de US$ 2,416 bilhões.

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"Nem a atuação do BC e uma valorização do dólar lá fora seguraram a moeda acima de R$ 2,03... Pode ser que o BC volte a atuar, mas acho que só se o dólar ameaçar cair mais", disse o gerente de câmbio da Treviso Corretora Reginaldo Galhardo.

"O próprio mercado pode estar testando se o BC entraria de novo com um leilão... Mas os investidores ainda não têm muito interesse em mexer em um mercado com forte presença do governo. Acho que o dólar vai continuar engessado", acrescentou.

A autoridade monetária vendeu 33 mil da oferta de até 60 mil contratos de swap cambial reverso --operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro-- no leilão realizado nesta terça-feira, com o objetivo de rolar até 59.800 contratos com vencimento em 1º de novembro. Com isso, foram rolados 55,2% dos papéis que vencem na data.

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Por se tratar apenas de uma substituição de contratos, o efeito sobre a cotação do dólar também é limitado, mas evidencia a determinação do BC em manter a moeda norte-americana acima do piso informal de R$ 2,00.

O BC interveio com força em meados de setembro para evitar que o dólar ficasse abaixo desse piso, repetindo a ação no início de outubro, desta vez com o dólar em um nível um pouco mais distante do piso, cotado em torno de R$ 2,016.

Operadores ainda dizem acreditar que a demanda pelos contratos de swap não foi forte porque o mercado está com receio de apostar na valorização da moeda norte-americana e de tomar mais contratos de swap.

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"Com poucas perspectivas de mudança de cenário, os agentes desistiram de ficar defendendo um dólar um pouco mais alto... Parece que o mercado também está equilibrado, não vendo necessidade de tomar mais contratos", acrescentou Galhardo.

As últimas atuações do BC e o desejo do governo de manter o dólar acima de R$ 2 como forma de proteger a competitividade da indústria já têm tirado o interesse de operadores no mercado de câmbio, reduzindo a volatilidade e o volume de negócios.

Dessa forma, o cenário externo negativo dessa sessão, com preocupações com a Espanha e resultados corporativos fracos nos Estados Unidos, não afetou novamente a trajetória do dólar ante o real.

Com o pessimismo externo, a moeda norte-americana subia 0,35% ante uma cesta de divisas, enquanto o euro caía 0,60% frente ao próprio dólar, às 17h35 (horário de Brasília).

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