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Para os próximos trimestres, banco prevê que taxa de inadimplência continuará sinalizando melhora, devido à queda da Selic e ao dinamismo da atividade econômica em 2013

O Bradesco atribui ao recuo da inadimplência e ao aumento do volume de transações financeiras o crescimento de 1% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2011. O banco divulgou hoje seus resultados para os meses de julho a setembro, durante o qual o lucro somou R$ 2,893 bilhões, o maior lucro trimestral de sua história. No mesmo intervalo do ano passado, o saldo positivo foi de R$ 2,815.

Nos nove primeiros meses do ano, o Bradesco teve lucro ajustado de R$ 8,605 bilhões, alta de 2,98% em relação aos R$ 8,427 bilhões do intervalo de janeiro a setembro do ano passado. Segundo Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo da instituição financeira, o crescimento orgânico, o aumento da base de clientes em um milhão e o acréscimo de três milhões de novos cartões de crédito ajudaram a alavancar os resultados do Bradesco.

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“O volume de transações tem crescido acima de 30% na comparação anual. A expectativa é que, em 2013, com a economia mais aquecida e um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) próximo a 4%, o volume de transações continue crescendo”, afirma o executivo.

A mudança no mix da carteira de crédito também é apontada como fator de expansão por Angelotti. “Aumentamos exposição ao crédito imobiliário e consignado, que apresentam menor inadimplência, mas têm margem menor. São créditos que crescem mais rapidamente, mas a margem (financeira de crédito) é impactada por serem produtos de margem menor”, afirma o diretor executivo do banco.

A carteira de crédito do Bradesco alcançou R$ 371,67 bilhões no terceiro trimestre do ano, alta de 11,8% em relação ao mesmo período de 2011, quando somou R$ 332,33 bilhões. Ante os três meses anteriores, quando o total foi de R$ 364,96 bilhões, o crescimento foi de 1,8%.

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A inadimplência acima de 90 dias registrou leve queda de 4,1%, impulsionada pela redução trimestral entre as grandes empresas, segmento no qual a inadimplência caiu de 0,9% no segundo trimestre para 0,4% no terceiro trimestre. “Tivemos um aumento das operações com micro, pequenas e médias empresas, e também com grandes empresas. A expansão da carteira de crédito foi alavancada pelo financiamento imobiliário e pelo financiamento à exportação”, afirma Angelotti.

Para os próximos meses, o banco vê uma melhora gradual nas taxas, após a carteira de micro, pequenas e médias empresas registrar leve alta trimestral, passando de 4,2% nos três meses encerrados em junho para 4,3% neste trimestre. “Para os próximos trimestres, o índice de inadimplência deve continuar sinalizando melhora, pela queda da Selic e pelo dinamismo da atividade econômica nos próximos meses”, ressalta o diretor executivo do Bradesco.

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Por outro lado, as despesas operacionais cresceram 3,0% em relação ao trimestre anterior, até R$ 6,68 bilhões. Na comparação anual, a alta foi de 10,2%. “As despesas foram impactadas pelo acordo coletivo e pelo aumento das despesas com marketing, pelos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres e pelo direito adquirido das Olimpíadas Rio2016”, explica Angelotti. Também pesou sobre o aumento das despesas os 2.900 novos funcionários contratados pelo banco nos últimos 12 meses.

Seguros

O segmento de seguros e previdência privada continuou tendo participação de destaque nos resultados do banco. No terceiro trimestre, essas operações representaram 29% do total, contra 28% nos três meses anteriores. “Houve forte controle da sinistralidade, enquanto o comportamento dos seguros deve se manter estável”, afirma Marco Antonio Rossi, diretor vice-presidente do banco.

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“O canal de distribuição (as mil novas agências inauguradas) pode ser um alavancador dos números da Bradesco Seguros. Queremos também alavancar a comercialização nas pequenas e médias empresas”, explica Rossi, que também é diretor-presidente da Bradesco Seguros e Previdência.

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