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Receitas com serviços ficaram em R$4,438 bilhões no trimestre encerrado em setembro, com variação positiva de 14,5% na comparação com o mesmo período em 2011

Reuters

O Bradesco divulgou nesta segunda-feira que teve lucro praticamente estável para o terceiro trimestre, com a expansão dos empréstimos e das receitas com serviços ofuscadas por provisões para crédito na comparação anual.

O segundo maior banco privado do país teve lucro recorrente de R$2,893 bilhões no terceiro trimestre, alta de cerca de 1% sobre um ano antes e também contra abril a junho de 2012. O resultado veio em linha com a média das estimativas de analistas de ganho de R$2,876 bilhões  nessa base, segundo pesquisa Reuters.

O lucro líquido contábil nos três meses até setembro totalizou R$2,862 bilhões, contra R$2,815 bilhões em igual etapa de 2011 e comparado a R$2,833 bilhões no segundo trimestre deste ano.

A carteira de financiamentos terminou setembro em R$371,674 bilhões, crescimento de 11,8% em 12 meses e de 1,8% sobre junho.

A inadimplência para pagadores duvidosos - medida por operações com atraso acima de 90 dias - ficou em 4,1% no terceiro trimestre, piora em relação aos 3,8% um ano antes, mas melhora de 0,1 ponto percentual na comparação com junho de 2012. O banco destacou a redução da inadimplência de grandes empresas nos últimos meses.

As provisões para maus pagadores foi de R$3,303 bilhões de julho a setembro, alta de 18,9% o mesmo período de 2011. Em relação ao segundo trimestre deste ano, houve diminuição de 3,1% nessa linha do demonstrativo de resultado.

As receitas com prestação de serviços ficaram em R$4,438 bilhões no trimestre encerrado em setembro, com variação positiva de 14,5% ano a ano e de 3,7% no trimestre.

O retorno anualizado sobre o patrimônio, importante indicador da rentabilidade de bancos, ficou em 19,9% no terceiro trimestre - queda de 2,5 pontos percentuais sobre um ano antes e de 0,7 ponto contra o segundo trimestre.

O Bradesco, primeiro grande banco brasileiro listado em bolsa a reportar resultados do terceiro trimestre, tinha no fim de setembro ativos totais de R$856,288 bilhões, alta de 18,6% em um ano.