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Mesmo assim, a moeda comum europeia foi negociada em uma faixa estreita em relação à divisa norte-americana esta semana e acumulou queda de 0,6%

Agência Estado

O euro avançou nesta sexta-feira em relação ao dólar, após o desempenho acima do esperado da produção industrial na zona do euro em agosto. Mesmo assim, a moeda comum europeia foi negociada em uma faixa estreita em relação à divisa norte-americana esta semana e acumulou queda de 0,6%. No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,2951, de US$ 1,2927 no fim da tarde de ontem. Já o dólar avançava para 78,45 ienes, de 78,35 ienes ontem. A libra esterlina subia para US$ 1,6073, de US$ 1,6044.

E o índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de principais rivais, caía a 69,750 pontos, de 69,798 ontem. Hoje a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, informou que a produção industrial da região em agosto subiu 0,6% ante julho, mas recuou 2,9% ante agosto do ano passado. Os resultados vieram bem acima das expectativas. Economistas consultados pela Dow Jones haviam previsto quedas de 0,4% e 4,1% nas comparações mensal e anual, respectivamente.

Mas os temores com a crise da dívida na zona do euro continuam preocupando os investidores, principalmente a situação da Espanha, que ainda hesita em pedir ajuda internacional. Hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o aparente atraso no pedido de ajuda da Espanha e na implementação do novo programa de compras de bônus do Banco Central Europeu (BCE) prejudicam a credibilidade do plano de combate à crise na zona do euro.

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O destino da Grécia também preocupa, enquanto a troica de credores internacionais do país avalia as reformas implementadas pelo governo e o novo pacote de austeridade necessário para que os gregos recebam a próxima parcela do pacote internacional de resgate, de 31 bilhões de euros. Na próxima semana a cúpula da União Europeia se reúne em Bruxelas para um encontro de dois dias que discutirá a maior integração fiscal entre os 17 países da zona do euro.

Nos EUA, o índice de sentimento do consumidor, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 83,1 na leitura preliminar de outubro, de 78,3 em setembro. É o maior nível em cinco anos. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma leitura de 78,0. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 1,1% em setembro, na comparação com agosto, segundo informou o Departamento do Trabalho. Esse foi o segundo avanço consecutivo e ficou acima da previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones, de alta de 0,8%.

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O núcleo do PPI, que exclui os preços voláteis da energia e dos alimentos, ficou estável em setembro, vindo abaixo da previsão de uma alta de 0,2%. Enquanto isso, o dólar australiano caiu hoje para US$ 1,0231, de US$ 1,0265 ontem. Os investidores estão cautelosos antes da divulgação de diversos dados sobre a economia da China. No sábado (horário local) saem os dados da balança comercial, enquanto os números da inflação serão divulgados na segunda-feira. Na próxima quinta-feira será divulgado o PIB da China no terceiro trimestre. A China é o destino de 25% das exportações da Austrália. As informações são da Dow Jones.

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