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Temores com a crise da dívida na zona do euro e a expectativa antes da divulgação da diversos indicadores da China nos próximos dias mantiveram os investidores cautelosos

Agência Estado

As bolsas de Nova York fecharam perto da estabilidade nesta sexta-feira, com os receios com a temporada de balanços corporativos ofuscando uma melhora na confiança do consumidor dos EUA. Além disso, os temores com a crise da dívida na zona do euro e a expectativa antes da divulgação da diversos indicadores da China nos próximos dias mantiveram os investidores cautelosos.

O índice Dow Jones ganhou 2,46 pontos (0,02%), fechando a 13.328,85 pontos. Na semana, entretanto, houve queda de 2,07%. Já o Nasdaq recuou 5,30 pontos (0,17%), fechando a 3.044,11 pontos. No acumulado da semana, o índice recuou 2,94%. E o S&P 500 perdeu 4,25 pontos (0,30%) hoje, fechando a 1.428,59 pontos. No resultado semanal, o índice teve retração de 2,21%. Hoje o banco Wells Fargo divulgou seu balanço do terceiro trimestre.

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O lucro avançou 22% em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 4,94 bilhões (US$ 0,88 por ação), e a receita cresceu 8,1%, para US$ 21,21 bilhões. O lucro superou um pouco a previsão dos analistas, de US$ 0,87 por ação, mas a receita ficou aquém do esperado, de US$ 21,47 bilhões. Já o JPMorgan divulgou aumento de 34% no lucro, para US$ 5,7 bilhões (US$ 1,40 por ação) no terceiro trimestre deste ano.

A receita totalizou US$ 25,9 bilhões, um crescimento de 6% na comparação com o ano anterior. Os analistas previam lucro de US$ 1,24 por ação e receita de US$ 24,53 bilhões. "O mercado está preocupado com as margens dos bancos no futuro. O que nós vimos como itens fortes nos balanços do Wells Fargo e do JPMorgan foram negociação com renda fixa e benefícios auxiliares, que não devem durar muito tempo", comenta Jeff Morris, diretor para ações dos EUA da Standard Life Investments.

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"O mercado estava precificado de maneira muito otimista, não estava refletindo o verdadeiro estado do mundo no momento", acrescenta Peter Andersen, da Congress Asset Management, se referindo à queda das bolsas americanas nesta semana. Entre os indicadores, o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, subiu para 83,1 na leitura preliminar de outubro, de 78,3 em setembro. É o maior nível em cinco anos.

Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma leitura de 78,0. Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 1,1% em setembro, na comparação com agosto, segundo informou o Departamento do Trabalho. Esse foi o segundo avanço consecutivo e ficou acima da previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones, de alta de 0,8%. O núcleo do PPI, que exclui os preços voláteis da energia e dos alimentos, ficou estável em setembro, vindo abaixo da previsão de uma alta de 0,2%.

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Na Europa, a agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, disse hoje que a produção industrial da região em agosto subiu 0,6% ante julho , mas recuou 2,9% ante agosto do ano passado. Os resultados vieram bem acima das expectativas. Economistas consultados pela Dow Jones haviam previsto quedas de 0,4% e 4,1% nas comparações mensal e anual, respectivamente. Mas os temores com a crise da dívida na zona do euro continuam preocupando os investidores, principalmente a situação da Espanha, que ainda hesita em pedir ajuda internacional.

Hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o aparente atraso no pedido de ajuda da Espanha e na implementação do novo programa de compras de bônus do Banco Central Europeu (BCE) prejudicam a credibilidade do plano de combate à crise na zona do euro . Os investidores também preferiram manter a cautela antes da divulgação de diversos dados sobre a economia da China.

No sábado (horário local) saem os dados da balança comercial, enquanto os números da inflação serão divulgados na segunda-feira. Na próxima quinta-feira será divulgado o PIB da China no terceiro trimestre. O setor financeiro teve o pior desempenho hoje em Wall Street. As ações do Wells Fargo perderam 2,64% e o JPMorgan recuou 1,14%, puxando outros bancos para o vermelho (Citigroup -2,17%, Goldman Sachs -1,47%, Morgan Stanley -3,08% e Bank of America -2,36%). As informações são da Dow Jones.

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