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Benefícios ajudam instituições a conquistar clientes para as linhas de capital de giro e ajudar na retomada

Brasil Econômico

Assessoria financeira, juro menor, carência para início do pagamento e até “parcela grátis” são as armas dos bancos para atrair o empresário que necessita de capital de giro. Em comum, o objetivo é acelerar as concessões em um ano marcado pela desaceleração da atividade econômica e, portanto, menor demanda por empréstimos.

No Santander, uma das estratégias utilizadas é a concessão de parcelas grátis ao cliente que sempre paga em dia. Para a superintendente executiva de produtos para pequenas e médias empresas (faturamento de até R$ 80 milhões ao ano), Cristiane Nogueira, essa também é uma forma de fidelizar o cliente, uma vez que ele enxerga um benefício no relacionamento com a instituição. “O empresário, de forma geral, ficou mais consciente em relação ao crédito que deve tomar”, afirma.

A aposta da executiva é em um aumento da demanda e das concessões significativo no quarto trimestre. A avaliação é que a menor atividade econômica em 2012 e as mudanças no cenário de juros fizeram o empresário esperar um pouco até tomar um novo crédito.

De acordo com ela, a demanda já foi melhor no terceiro trimestre do que no segundo. No entanto, dados sobre essa evolução não foram concedidos porque o banco se encontra em período de silêncio. No segundo trimestre, o crescimento da carteira de empréstimos a pequenas e médias empresas foi de 1,6% em relação ao primeiro, abaixo do desempenho de outros segmentos.

Nogueira admite que a redução dos juros de forma mais intensa nesse ano estimulou essa conscientização, mas lembra que não é novidade a concessão desses benefícios pelo banco. A bonificação das parcelas foi criada com o linha SuperGiro Premium, criada em 2006. Nesse ano, foi adicionado um novo benefício, esse sim ligado a esse novo cenário de juros.

Em um contrato de 24 meses, o cliente adimplente ganha bÔnus de até duas prestações. Caso a taxa do CDI anualizada fique abaixo da contratada, ele ganha mais uma. Nesse caso, há uma queda no custo efetivo do financiamento. Por exemplo, em uma operação que a taxa é de 2,4% ao mês em 24 prestações, o custo efetivo cai para 1,57% caso o cliente ganhe duas parcelas por bonificação de adimplência. Se houver uma queda nos juros, e ele for bonificado com mais uma prestação, a taxa efetiva cai para 0,91%.

No Banco do Brasil, o diretor comercial da instituição, Maurício Mourano, vê sinais de retomada e acredita na intensificação desse processo a partir da segunda quinzena de outubro.

Segundo o executivo, de julho até o dia 1º de outubro a concessão nas linhas de capital de giro para o segmento de médias empresas (faturamento de R$ 25 milhões a R$ 400 milhões ao ano) no banco está crescendo 9%. “Esperávamos crescer um pouco mais, mas posso assegurar que na segunda quinzena isso se acelera.”

Para atrair esses clientes, o banco oferece linhas de capital de giro de até 60 meses com carência para início do pagamento. Essa carência varia de acordo com o setor da empresa, sendo maior para as indústria e menor para o comércio. “As empresas estão procurando condições de preço, prazo e pagamento melhores para se preparar para retomada da atividade”, diz.

Outro fator que o BB conta nessa disputa por clientes é com 83 escritórios para tender esse segmento. Mourano defende que os gerentes especializados dessa área podem oferecer outras soluções aos clientes, como serviços de cobrança.

Já a Caixa Econômica Federal decidiu recentemente reduzir o juro no desconto de duplicata. A taxa máxima caiu de 1,85% ao mês para 1,15%. A mínima continuou em 1,06% ao mês.

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