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Ibovespa encerrou com declínio de 0,82%, aos 58.456,28 pontos, com giro de R$ 5,5 bilhões

Mais uma vez a aversão ao risco falou mais alto e levou os mercados acionários ao redor do mundo para o terreno negativo. A Bovespa registrou nesta quarta-feira a quinta queda em oito pregões no mês. O mau humor foi causado pelo tom pessimista do Fundo Monetário Internacional (FMI) na véspera.

O Livro Bege, que era o principal evento esperado para a tarde, não trouxe novidades. Contribuiu para a retração da Bolsa a queda de ações da Vale, Petrobras, Usiminas e dos bancos.O Ibovespa encerrou com declínio de 0,82%, aos 58.456,28 pontos. No mês, a perda foi ampliada para 1,21% e, no ano, o ganho encolheu para 3%. Na mínima do dia, o índice atingiu 58.341 pontos (-1,02) e, na máxima, 59.320 pontos (+0,65%). O giro financeiro ficou em R$ 5,573 bilhões. Os dados são preliminares.

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"Os investidores ficaram traumatizados com o alerta do FMI na véspera. Foi como um puxão de orelha", disse um experiente operador, referindo-se ao alerta da instituição para a necessidade de os bancos da zona do euro serem obrigados a vender quase US$ 4,5 trilhões em ativos, se a crise na região não for resolvida. Para ampliar a tensão, a agência de classificação de risco Fitch afirmou que os membros da zona do euro podem sofrer novos rebaixamentos nos ratings, em função da crise da dívida na região e da desaceleração da China.

Internamente, o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira e o de índice futuro na quinta-feira podem ter começado a fazer preço. "O movimento ainda está fraco e deve se intensificar amanhã, mas já vemos movimento neste sentido", disse outra fonte que também preferiu não se identificar.

Uma ação que já pode estar passando por esse processo técnico é a da Vale. Na semana, o papel da mineradora acompanhou o avanço do minério de ferro no mercado internacional e subiu. Nesta sessão, a commodity também registrou ganho, mas os títulos da Vale ficaram no vermelho grande parte do dia. A ação ON caiu 1,07% e a PNA cedeu 1,19%.

As ações da Usiminas PNA e ON também declinaram, com perdas de 7,22% e 5,09%, respectivamente, e lideraram os destaques de queda do Ibovespa.

Petrobras acompanhou o petróleo e terminou o dia em baixa. O papel ON caiu 0,65% e o PN perdeu 0,45%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em novembro finalizou com declínio de 1,23%, a US$ 91,25 o barril.

Os bancos tiveram dia de perdas, em parte, ainda refletindo a pressão do governo para taxas de juros mais baixas para o consumidor. Além disso, nesta noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) decide sobre a Selic. O mercado está dividido entre um corte de 0,25 ponto porcentual e a manutenção da taxa em 7,5% ao ano. As ações PN do Itaú Unibanco caíram 2,33%, Bradesco PN (-0,77%), Banco do Brasil ON (-1,45%) e as units do Santander (-0,27%).

Em contrapartida, as ações das empresas do setor de construção lideraram os ganhos do índice: Gafisa ON (+3,00%), PDG ON (+2,03%) e MRV ON (+1,90%).

Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,95%, o S&P 500 caiu 0,62% e o Nasdaq recuou 0,43%.


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