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Investidores acompanham reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, que debatem reflexos da crise na região, assim como assembleia do FMI e Banco Mundial

A Bolsa de Valores de São Paulo registra volatilidade nesta terça-feira, tendo como pano de fundo o encontro de ministros das finanças da União Europeia para discutir a crise da dívida soberana europeia e, no cenário doméstico, o início da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que decidirá sobre a manutenção ou alteração da taxa de juros básica, a Selic. Por volta de 10h50, o Ibovespa tinha queda de 0,17%, a 59.215 pontos. O giro financeiro era de R$ 1 bilhão.

A Bolsa reflete nesta terça-feira um certo pessimismo com os reflexos da crise sobre a economia brasileira, após o Fundo Monetário Internacional ter reduzido suas previsões para o crescimento brasileiro na última segunda-feira. Segundo o organismo, o PIB brasileiro crescerá 1,5% este ano, contra previsão anterior de 2,5% realizada em julho.

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A crise também é tema principal da assembleia anual do FMI com o Banco Mundial , que teve início nesta terça-feira em Tóquio. No encontro, especialistas do Fundo apresentaram o Relatório de Perspectivas Mundiais do organismo, que ressalta, entre outras coisas, que os desafios da Europa passam pela consolidação fiscal e pelo reforço do setor financeiro, que deve incluir uma recapitalização contemplada dentro de uma futura união bancária.

Em Luxemburgo, os ministros das Finanças da UE tentam encontrar uma solução à crise econômica que atinge o bloco europeu. O encontro, porém, teve poucos reflexos nos indicadores da região, que operam em baixa. Em Londres, o índice FTSE 100 cai 0,41%, enquanto o francês CAC 40 opera estável, com leve queda de 0,02%. Em Frankfurt, o DAX perde 0,34%, e, em Madri, o Ibex 35 tem desvalorização de 1,14%, enquanto o italiano MIB vai na contramão dos demais índices e sobe 0,21%.

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Nem a notícia de que o Banco do Povo da China injetou 265 bilhões de yuans (US$ 42,14 bilhões) no sistema bancário do país ajudou a dar um ânimo maior aos negócios nesta terça. O objetivo da autoridade monetária chinesa é reduzir os custos dos empréstimos para as empresas nacionais em meio ao crescimento mais lento da economia chinesa desde a crise financeira, informou o The Wall Street Journal. Essa foi a segunda injeção no mercado monetário em duas semanas realizada pelo Banco Central chinês.

No cenário doméstico, os investidores acompanham o início da reunião do Copom, que deve debater um novo corte da Selic. A expectativa é de que a  taxa básica de juros encerre o ano nos atuais 7,5%.

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