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Objetivo da medida é reduzir os custos dos empréstimos para as empresas em meio ao crescimento mais lento da economia chinesa desde a crise financeira

Agência Estado

O Banco do Povo da China (PBOC) injetou 265 bilhões de yuans (US$ 42,14 bilhões) no sistema bancário do país, a fim de reduzir os custos dos empréstimos para as empresas nacionais em meio ao crescimento mais lento da economia chinesa desde a crise financeira, informou o The Wall Street Journal. Essa foi a segunda injeção no mercado monetário em duas semanas realizada pelo Banco Central chinês.

A injeção, a segunda maior desse tipo já feita pelo país, foi realizada por instrumentos financeiros conhecidos, como acordos de recompra reversa, um tipo de empréstimo de curto prazo.

O movimento ocorre duas semanas depois de o PBOC injetar um volume recorde de 290 bilhões de yuans no mercado monetário em 25 de setembro, um pouco antes de um feriado de uma semana, quando dinheiro extra é geralmente retirado do sistema para compras.

Essas quantias se comparam a uma média de 89,4 bilhões de yuans de dinheiro injetado em operações de mercado aberta regulares realizadas duas vezes por semanas desde o fim de junho, quando a autoridade monetária adotou uma postura mais acomodatícias para dar suporte à economia.

Graças à abundância de dinheiro no sistema, o yield médio ponderado da repo de sete dias, uma referência para os custos da tomada de empréstimos interbancários, declinou para 3,76% no fim da terça-feira na Ásia, de 3,83% na segunda-feira.

A injeção foi realizada um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzir a perspectiva para o crescimento econômico da China neste ano e no próximo ano, provavelmente indicando que a economia do país continuou a enfraquecer no terceiro trimestre, disse Wang Yingfeng, analista de bônus no Yaozhi Asset Management. As informações são da Dow Jones.

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