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Contrato do petróleo Brent para novembro subia 1,13% na plataforma ICE, em Londres, a US$ 109,39 o barril; na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI, também para novembro, avançava 0,74%, para US$ 88,79 o barril

Os contratos futuros do petróleo operam em alta nesta quinta-feira, apagando parte das perdas da sessão anterior, em meio à possibilidade de que o conflito na Síria se espalhe por uma região maior, embora isso não ofusque totalmente o ambiente de demanda frágil pela commodity.

Às 7h46 (de Brasília), o contrato do petróleo Brent para novembro subia 1,13% na plataforma ICE, em Londres, para US$ 109,39 o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI, também para novembro, avançava 0,74%, para US$ 88,79 o barril.

"A geopolítica está voltando a pesar, mas o fato de recuperarmos menos da metade (das perdas de quarta-feira) ainda indica preços baixos", comentou Ole Hansen, chefe de estratégias para commodities do Saxo Bank.

No lado da oferta, as tensões aumentaram um pouco no Oriente Médio, após parlamentares turcos convocarem nesta quinta-feira uma sessão de emergência para votar um pedido de Ancara para o lançamento de uma operação militar fora do país, um dia depois de cinco cidadãos locais serem mortos em um ataque sírio. Além disso, há relatos não confirmados de que o Irã está mobilizando tropas na fronteira com a Turquia.

Embora a Síria não seja um grande produtor de petróleo, com seus 360 mil barris diários representando menos de 1% do volume mundial, a escalada do conflito no país pode desestabilizar a região. A Síria faz fronteira com o Iraque, um grande exportador da commodity, e a área exportadora turca de Ceyhan, por onde passa o petróleo do norte iraquiano e do Azerbaijão, é próxima da fronteira turco-síria.

Já os dados mais recentes dos estoques de petróleo bruto dos EUA surpreenderam os investidores, com uma queda de 482 mil barris na semana encerrada em 28 de setembro, para 364,698 milhões de barris, segundo divulgou nesta quarta-feira (3) o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo americano. A estimativa dos analistas era de alta de 1,5 milhão de barris. As informações são da Dow Jones.