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Controladora aporta R$ 410 milhões na subsidiária brasileira e eleva patrimônio líquido para R$ 800 milhões; mesmo com crescimento, banco fecha fundos de investimento em reais

Agência Estado

O banco de investimentos Goldman Sachs dobrou de tamanho no Brasil. Na semana passada, os controladores fizeram um aporte de capital que elevou o patrimônio líquido de R$ 410 milhões para cerca de R$ 800 milhões. A instituição também anunciou o encerramento dos negócios com fundos de investimento em reais. A medida resultará na transferência de US$ 159 milhões, distribuídos em três fundos, para outras gestoras (que não foram definidas).

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O presidente de filial brasileira do banco americano, Alejandro Vollbrechthausen, e o presidente do conselho de administração no País, Paulo Leme, explicaram que o aumento de capital tem como objetivo dar apoio ao crescimento no País. Segundo os dois executivos, a maioria das operações do Goldman Sachs exige capital do banco como contrapartida. Em outras palavras: o Goldman concede pouco crédito, mas vende aos clientes produtos financeiros - como operações com instrumentos derivativos - que podem exigir como contrapartida dinheiro da própria instituição. “Estamos confortáveis, longe dos limites estabelecidos pelo Banco Central. Mas, dado o ritmo dos negócios, decidimos nos antecipar”, afirmou Vollbrechthausen.

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Leme observou que o aporte de capital de US$ 200 milhões não vai alterar a estratégia do Goldman Sachs para o Brasil. “Na realidade, o capital novo é fruto da estratégia de crescimento que definimos para a filial brasileira há alguns anos”, afirmou. “O fato de precisarmos de mais capital significa que a estratégia está funcionando.”

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Em relação à mudança na área de fundos, Vollbrechthausen reconhece: o Goldman não atingiu no Brasil a escala necessária para ser competitivo. Os cerca de R$ 320 milhões sob gestão em fundos aplicados em ativos em reais são uma formiguinha perto dos bilhões geridos por Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander.

Três fundos do Goldman Sachs Brasil serão atingidos pela mudança. Segundo os dois executivos, os três serão repassados a outra gestora de recursos, que ainda não foi escolhida. “O que já sabemos é que será mais do que uma”, disse Leme. Ou seja, na pior hipótese, uma empresa de investimentos passará a responder pela gestão de dois fundos e outra empresa, pelo terceiro. As informações são do jornal <b>O Estado de S.Paulo</b>.<br>

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