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No mercado à vista, o dólar abriu com discreta baixa de 0,10%, cotado a R$ 2,0250

Agência Estado

O dólar abriu nesta terça-feira em baixa no mercado à vista de câmbio, acompanhando a ligeira desvalorização dos contratos futuros na BM&FBovespa. O movimento segue o desempenho negativo no exterior. Lá fora, o euro está em alta desde cedo. A principal dúvida nos mercados é ainda o momento em que a Espanha irá recorrer à União Europeia.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse a líderes regionais de seu Partido Popular (PP) que o governo não planeja pedir resgate à União Europeia no fim de semana, segundo a agência de notícias Europa Press, citando fontes do PP.

A declaração do ministro teria sido feita durante jantar com os governadores das 17 regiões espanholas. O comentário de Rajoy vem depois de a agência Reuters noticiar ontem que a Espanha estava preparada para solicitar um pacote de ajuda já neste fim de semana.

Aqui é esperada a repetição de uma estreita oscilação da moeda norte-americana na sessão. O próprio mercado, ciente da disposição do Banco Central em impedir a valorização do real, vem limitando o movimento de baixa do dólar. Como o preço à vista já está muito próximo do piso informal de R$ 2,02, o espaço para recuo é restrito. Além disso, quando o dólar ensaia furar os R$ 2,02, a demanda cresce e acaba dando sustentação ao preço, impedindo que ele ceda abaixo desse piso informal do mercado.

O movimento de baixa do dólar aqui também tende a ser discreto porque reproduz em boa medida o que vê entre as commodities, disse um operador de uma corretora. O petróleo está oscilando entre margens estreitas nesta terça-feira em meio ao compasso de espera dos investidores pelas reuniões de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) e do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (01), e os dados do relatório de empregos dos EUA, na sexta-feira (28).

Já os metais básicos operam em alta na London Metal Exchange (LME), sustentados pela desvalorização do dólar ante o euro e a continuidade do sentimento positivo da sessão anterior, amparado principalmente pelos dados positivos do setor manufatureiro dos EUA. A liquidez no segmento de metais, no entanto, está fraca, por causa da ausência de investidores da China em meio a um feriado local de uma semana.

No mercado à vista, o dólar abriu com discreta baixa de 0,10%, a R$ 2,0250 - na mínima até o momento. A máxima, às 9h24, foi de R$ 2,0270 (estável).

No mercado futuro da BM&FBovespa, o contrato de dólar com vencimento em 1º de novembro abriu a R$ 2,0350, em baixa de 0,07%. Até 9h31, esse vencimento oscilou de uma mínima de R$ R$ 2,0330 (-0,17%) a uma máxima, de R$ 2,0365 (estável).

Em Nova York, às 9h31, o euro subia a US$ 1,2925, de US$ 1,2888 no fim da tarde de segunda-feira (01). Por enquanto, os dados europeus divulgados não foram suficientes para alterar o ânimo favorável dos mercados.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) na zona do euro subiu 0,9% em agosto na comparação com julho e 2,7% em relação a agosto do ano passado, de acordo com dados da Eurostat. A alta mensal foi a maior desde janeiro de 2011.

O avanço dos custos da energia contribuiu para o aumento dos preços nas fábricas da zona do euro, sinalizando mais pressão inflacionária sobre os preços ao consumidor da região no restante deste ano.

Na Espanha, os pedidos de auxílio-desemprego subiram 1,7% em setembro, na comparação com agosto, informou nesta terça-feira o Ministério do Trabalho. Embora negativo, o número indica que o desemprego na quarta maior economia da zona do euro ainda não atingiu o pico.

Os dados mostram que as reivindicações de seguro-desemprego aumentaram 79.645 em setembro, abaixo do pico de 95.817 pedidos postados no mesmo mês de 2011 e praticamente em linha com o aumento verificado em setembro de 2009. Em relação ao mesmo mês do ano passado, as reivindicações de setembro subiram 11,3%, ou 478.535, para 4,71 milhões.

No Reino Unido, os preços das residências do Reino Unido caíram 0,4% em setembro ante agosto e 1,4% na comparação com setembro de 2011, informou nesta terça-feira o credor hipotecário Nationwide Building Society (NANW.LN). Economistas consultados pela Dow Jones Newswires previam estabilidade em setembro ante agosto e queda de 0,7% na comparação com setembro de 2011.

Já a Comissão Europeia aprovou as medidas alternativas de reforma que o governo de Portugal apresentou. As medidas seguirão agora para a próxima reunião dos ministros das Finanças da zona do euro para serem aprovada formalmente, afirmou Simon O' Connor, porta-voz do braço executivo da União Europeu. Segundo O' Connor, a comissão chegou a um acordo "em níveis técnicos" sobre as medidas revisadas. "Agora o Eurogrupo...vai discutir e eventualmente aprovar formalmente as decisões", disse ele.