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Papéis de Petrobras e Gerdau também figuram entre os mais sugeridos pelas corretoras no mês de outubro

A ação da Ambev (AMBV4) ganhou espaço nos portfólios das corretoras e lidera a lista entre os papéis mais recomendados do mês de outubro. Das nove carteiras analisadas pelo Brasil Econômico, a empresa de bebidas foi citada por seis.

A Corretora Souza Barros foi uma das instituições que passou a sugerir a compra do papel da Ambev neste mês. O economista Clodoir Vieira considera que a empresa continuará gerando boa rentabilidade e apresentando uma geração de caixa satisfatória.

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"Outro fator importante a se comentar é que o segmento de cervejas premium tem muito espaço para crescer no Brasil e registra uma aceleração no volume de vendas este ano", explica a Souza Barros, em relatório.

Além de considerar o aumento das vendas no final do ano, Vieira acredita que o papel deve continuar tendo bom desempenho após o aumento de impostos sobre o preço das cervejas, previsto para entrar em vigor nesta segunda-feira (1/10), ter sido prorrogado para 2013.

Em setembro, as ações da empresa de bebidas avançaram 1,09%, enquanto no acumulado do ano a elevação atingiu 17,6%.

Os papéis de blue chips também tiveram posição de destaque entre os portfólios analisados. Para Mitsuko Kaduoka, analista financeira da Indusval Corretora, mesmo considerando que a Petrobras não deva atingir resultados fortes, os seus papéis PETR4 foram novamente incluídos na carteira.

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A ação da estatal petrolífera, que valorizou 7,8% apenas em setembro deste ano, foi citada em cinco carteiras de recomendação.

Na sequência, os ativos da Gerdau foram os terceiros mais recomendados, com quatro sugestões. O relatório da Octo Investimentos explica que a ação permanece em seu portfólio em função das boas perspectivas.

Mesmo com a desaceleração econômica dos seus principais consumidores e a concorrência com o aço importado, a corretora acredita que "a empresa está bem posicionada e pode se beneficiar de uma demanda interna mais forte para os próximos anos, com a Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, PAC e os últimos pacotes divulgados pelo governo".

Em setembro, a ação da siderúrgica valorizou 7,4%, enquanto no acumulado do ano a alta registrada foi de 34,63%.

Com três recomendações entre todos os portfólios analisados, aparecem as ações da Duratex (DTEX3), Cia. Hering (HGTX3), Pão de Açúcar (PCAR5) e Suzano (SUZB5).

Segundo o relatório elaborado pela Planner, a manutenção dos papéis da Duratex podem ser explicados em função das boas expectativas com relação aos resultados financeiros do terceiro trimestre que devem trazer números satisfatórios, mantendo a atratividade da ação.

"A empresa historicamente registra bom desempenho de vendas nestes dois meses do ano (outubro e novembro) para o atendimento da indústria moveleira", analisa Eduardo Velho, economista-chefe da Planner, em relatório.

"As aquisições devem contribuir modestamente para os resultados da empresa, que é líder em seu mercado, forte geradora de caixa e mantém boas perspectivas de médio e longo prazo".

Já no caso da HGTX3, a inclusão teria sido motivada pelos bons fundamentos da empresa, que podem determinar os avanços do seu papel. Para a equipe de análise da Planner, o crescimento da demanda interna pode gerar resultados mais favoráveis à companhia, o que impulsionaria o desempenho de seus papéis.

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