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Fechamento de capital da empresa de cartões permite ao Itaú oferecer melhores opções aos clientes e bancos parceiros, segundo o executivo

O investimento de R$ 10,5 bilhões do Itaú Unibanco para tirar a Redecard da bolsa de valores foi uma "grande oportunidade" e vai permitir ao banco criar diferentes opções para o relacionamento com os clientes da empresa e com os bancos, afirmou nesta terca-feira Roberto Setubal, presidente do banco.

"Agora que somos fechados poderemos oferecer mais coisas para nossos clientes e tambem para nossos parceiros, os bancos", afirmou. Segundo o executivo, as relações da empresa de cartões com as outras instituições bancárias não será prejudicada.

Setubal acrescenta ainda que o que motivou a compra da Redecard foi a avaliação positiva que o banco fez do negócio. "Executamos nossa maior oportunidade no Brasil. Vemos um bom projeto, um negócio e esperamos uma margem caminhando para algo mais próximo da situação internacional," afirmou.

O Itaú detém, neste momento, 94% do capital da empresa de cartões e dará três meses para que os acionistas minoritários que ainda não venderam suas ações possam fazer isso, segundo Setubal. "Fomos muito firmes e conseguimos manter o preço proposto na oferta, de R$ 35 por ação e, até o fim do ano, devemos terminar o procedimento (de fechamento de capital da Redecard)," comentou Setubal.

O executivo disse ainda que não vê sinergias entre o banco e a Redecard, uma vez as duas companhias já estavam integradas, inclusive com o centro de processamento da companhia de cartões dentro do banco. "Vejo mais possibilidades de aumentos de receitas do que de cortes de despesas em sinergias," disse.