Tamanho do texto

Ibovespa fecha em queda de 2,28%, aos 60.501,10 pontos, com giro financeiro de R$ 8,3 bi

Agência Estado

Uma conjunção de notícias ruins contribuiu para a Bovespa perder os 61 mil pontos nesta terça-feira patamar em que se manteve pelos últimos oito pregões. Num dia de aversão ao risco generalizada, as notícias corporativas acabaram ganhando grande proporção, o que culminou em quedas expressivas, como foi o caso de Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que recuaram mais de 8%. No setor financeiro, Bradesco e Itaú Unibanco lideraram as perdas, com impacto do recente movimento de queda de juros no cartão de crédito.

Para piorar, na segunda parte da sessão o mercado norte-americano mudou a trajetória para o negativo após o presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, afirmar que o novo programa de compras de ativos anunciado este mês pela instituição não deve impulsionar o crescimento econômico, o que, por aqui, acabou acelerando as perdas das blue chips Petrobras e Vale.

O Ibovespa encerrou esta terça-feira em queda de 2,28%, aos 60.501,10 pontos. Durante a jornada, variou entre 60.357 pontos (-2,51%), na mínima, e 61.947 pontos (+0,06%), na máxima do dia. No mês de setembro, o principal índice da Bolsa paulista acumula ganho de 6,03%, e, no ano, de 6,60%. O giro financeiro totalizou R$ 8,365 bilhões.

"O que vemos é uma onda de realização, já que ontem tivemos um pregão positivo, enquanto o resto do mundo caía. Hoje a queda veio em dobro, com juros e correção", destacou o consultor financeiro da Corval Corretora Guilherme Canaan. "Nossa Bolsa é muito líquida, então houve espaço para uma saída violenta dos investidores", explicou o profissional.

A Usiminas viu seus papéis liderarem as perdas do Ibovespa nesta terça-feira após ter sua recomendação de compra reduzida para neutra pelo Goldman Sachs. A instituição também retirou as ações de sua lista de recomendações de compra da América Latina. Com isso, os papéis ON e PN da companhia despencaram 11,36% e -8,50%, respectivamente.

Outra ação que penou foi a CSN ON, com queda de 8,80%, segundo maior perda no índice à vista. O mercado reagiu mal à notícia que a empresa prepara uma oferta pelos ativos da CSA, da ThyssenKrupp.

No setor financeiro, a redução das taxas de juros para cartões de crédito, anunciada na segunda-feira pelo Bradesco, trouxe preocupações quanto ao reflexo dessa mudança no balanço do banco e fez as ações PN da instituição perderem 6,64%. Em seguida, aparecem entre as maiores quedas do dia Cielo ON (-6,39%) e Itaú Unibanco PN (-6,01%).

Entre as blue chips, Petrobras ON recuou 0,89% e PN, -0,96%, na esteira da queda dos do preço do petróleo no mercado internacional. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para novembro caiu 0,61%, a US$ 91,37 o barril, o menor nível desde 2 de agosto, com o aumento das preocupações com a fraca demanda e a alta nos estoques.

As ações da Vale, por sua vez, caíram 2,80% as ON e -2,74% as PN. Além da piora externa, o declínio também teve influência de reduções das projeções do preço do minério de ferro após queda recente dos preços do insumo no mercado internacional.

Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,75%, o S&P 500 recuou 1,05% e Nasdaq, -1,36%.



    Leia tudo sobre: bovespa