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Murilo Portugal diz que instituições não enfrentam dificuldades na captação de recursos para suas operações e que apenas seis de 167 bancos tiveram problemas

Agência Estado

Os bancos médios estão sólidos e não enfrentam dificuldades na captação de recursos para suas operações na opinião do presidente da Febraban, Murilo Portugal. "De fato houve dificuldades com alguns bancos, mas o sistema bancário brasileiro é composto por 167 instituições e apenas seis apresentam problemas, ainda, decorrentes de fraudes", disse Portugal após participar da solenidade de assinatura do protocolo de cooperação científica com os Ministérios da Educação Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ele observou que os abalos provocados pela crise de crédito de 2008 já foram superados e enfatizou que o sistema C3 está operando, portanto, "impedindo que o crédito seja vendido duas vezes".

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Sobre as mudanças anunciadas na semana passada pelo governo no compulsório, Portugal afirmou que o efeito maior é de expansão da liquidez e que pouco impacto causam sobre os spreads bancários. "Como as mudanças envolveram os depósitos remunerados, que não têm relação direta com o estreitamento dos spreads bancários". Segundo ele, uma potencial redução nos spreads viria de alterações nos compulsórios não remunerados. Mesmo assim, Portugal disse que a Febraban não trabalha em nenhum pleito atualmente junto ao governo visando mudanças nos compulsórios não remunerados, embora já o tenha feito no passado.

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Ele observou que o crédito bancário ao setor privado tem se expandido no Brasil a taxas superiores ao crescimento do PIB nos últimos oito anos e que nesse período a participação desse crédito no setor privado como proporção do PIB subiu de 25% para 50,8%. "Embora o crédito bancário este ano tenha crescido abaixo de 2011, ainda permanece acima da expansão do PIB", disse. Segundo ele, no acumulado em 12 meses, a concessão de crédito avançou quase 14%.

No evento, o presidente da Febraban anunciou o desembolso de R$ 18,1 milhões para a oferta de 6,5 mil bolsas de estudo ao Programa Ciência sem Fronteiras. No total, o setor bancário investirá US$ 180,8 milhões nos próximos quatro anos. O programa pretende conceder 101 mil bolsas a estudantes e pesquisadores no País e no exterior, 76 financiadas pelo governo federal e 26 mil pagas com recursos privados. O Programa Ciência sem Fronteiras é um esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação, por meio de suas respectivas instituições de fomento, o CNPq e Capes.