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Proposta que permite, por exemplo, a compra de cotas do indicador da Bolsa de Wall Street ou do francês CAC, ainda precisa ser enviada para audiência pública

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já preparou uma proposta para que existam no Brasil fundos de investimento espelhados em índices de ações de bolsas internacionais, como o S&P 500, dos Estados Unidos, e o CAC, da França. Segundo Daniel Maeda Brandão, gerente de registros e autorizações de fundos na CVM, ainda é preciso enviar a proposta para audiência pública.

"Ninguém discute a existência de uma ação em um índice de ações como Apple, Microsoft, por exemplo, então não há uma preocupação com segurança neste sentido," afirmou Maeda Brandão em relação a possíveis riscos que poderiam inibir a criação desses fundos, que seriam, na verdade, ETFs (exchange-traded funds) que replicariam índices estrangeiros. Na prática, o investimento aconteceria com o novo ETF brasileiro comprando cotas de um ETF já existente no exterior que replique um índice de uma bolsa internacional.

O ETF internacional é uma demanda antiga do mercado brasileiro e está em estudo na CVM desde o ano passado. Maeda Brandão afirma que ainda não há previsão para os próximos passos e que "é cedo para dizer se vai dar certo". No entanto, afirma que a autarquia está trabalhando bastante para flexibilizar as exigências para que os brasileiros possam investir no exterior.

Além dos ETFs internacionais, a CVM também estuda mudar a forma de caracterizar investidores brasileiros, de uma forma que ajude a reduzir a exigência mínima de recursos. "Pensamos em mudar o conceito atual para que o investidor que tenha R$ 1 milhão, no total, em investimentos possa aplicar num fundo no exterior, e não R$ 1 milhão disponíveis apenas para o fundo", afirmou o executivo, que participava do segundo Fórum Anual de Fundos Offshore, organizado pelo grupo DMS, em São Paulo.