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Indefinição sobre resgate mantém juro da dívida do país alto e incentivam realização de lucro

Reuters

As ações europeias caíram nesta terça-feira, ao passo em que as incertezas sobre um potencial resgate soberano da Espanha mantiveram os yields (rendimentos) da dívida do país altos e incentivaram investidores a continuar realizando lucros após uma série de dois meses de alta para os bancos da zona do euro.

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O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em queda de 0,43%, aos 1.111 pontos, recuando da máxima de 14 meses atingida na sexta-feira, então sob a expectativa de intervenções monetárias do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve, banco central norte-americano.

A Espanha ainda precisa fazer um pedido de ajuda internacional antes que o BCE comece a comprar seus títulos e ajude a reduzir tensões no mercado da dívida. Madri afirmou nesta terça-feira que ainda está considerando as condições.

Isso continuou a dar aos investidores uma desculpa para realizar lucros no setor bancário, que subiu quase 50% desde o final de julho --na ocasião, o presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu defender o euro. Nesta terça-feira, as ações dos bancos da zona do euro caíram 2,9%.

"A (intervenção) do BCE depende de um pedido da Espanha... por um resgate; até lá haverá volatilidade", disse o chefe de serviços de investimentos da Crossbridge Capital, Manish Singh.

"Eu vou comprar na baixa para somar mais posições. Acho que a Espanha terá de aceitar seu destino e pedir um resgate", completou.

Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,43%, a 5.868 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,76%, para 7.347 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 teve queda de 1,15%, a 3.512 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve perdas de 2,39%, para 16.076 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 teve baixa de 1,10%, a 8.058 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 recuou 1,81%, para 5.301 pontos.

(Reportagem de Francesco Canepa)