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Banco foi liquidado por prejuízos que "vinham expondo seus credores a risco anormal, a deficiência patrimonial e a descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro"

A liquidação do Banco Prosper pelo Banco Central, anunciada nesta sexta-feira, encerrou uma história de quase 30 anos da instituição financeira controlada por Antonio Joaquim Peixoto de Castro Palhares e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares. Fundado em 1983 como uma corretora para gerenciar os ativos do Grupo Peixoto de Castro, o Prosper se tornaria, sete anos depois, um banco múltiplo.

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Em março deste ano, o banco tinha R$ 8,7 bilhões em ativos, contra 43,6 bilhões em dezembro de 2011. Segundo balanço do Banco Central de 4 de junho, o patrimônio líquido do banco era negativo em R$ 100 milhões devido a ajustes feitos decorrentes do processo de “Due Diligence” realizado para venda do Banco e também para reforço de provisão para devedores duvidosos na carteira de crédito do banco. No ano passado, o saldo negativo era de R$ 86,7 milhões.

VejaBanco Central nomeia liquidante do Banco Prosper

Por causa da liquidação extrajudicial anunciada nesta sexta-feira, ficarão indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores que atuaram nos últimos 12 meses. O Banco Central já nomeou Antônio José Soares de Oliveira como liquidante do banco Prosper.

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A liquidação do Prosper, que teve proposta de mudança de controle para o Cruzeiro do Sul não aprovada pelo BC, se deve a sucessivos prejuízos que "vinham expondo seus credores a risco anormal, a deficiência patrimonial e a descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro", diz um comunicado da autoridade monetária. No último trimestre, segundo dados do BC, o prejuízo da instituição passou de R$ 140 milhões.