Tamanho do texto

Entre as prováveis beneficiadas pela redução dos custos de energia estão Usiminas, Ferbasa, Braskem e também companhias de papel e celulose e shoppings, diz analista

Empresas de varejo e consumo podem ser duplamente favorecidas com corte da energia
AE
Empresas de varejo e consumo podem ser duplamente favorecidas com corte da energia

Enquanto as empresas de energia sofrem na bolsa de valores, prejudicadas pela redução do custo da energia anunciada pelo governo, companhias de diversos outros setores devem se beneficiar, o que significa oportunidades para os investidores. Na avaliação do analista Clodoir Vieira, da Souza Barros Corretora, quem deve ganhar são as companhias dos setores de bens de consumo, varejo e shopping, siderurgia e petroquímica e papel e celulose.

Veja também:  Gerdau elogia abrangência de pacote de energia

A decisão do governo brasileiro – publicada na Medida Provisória 579, da última quarta-feira - foi de reduzir o custo de energia entre 16% e 28% para os consumidores brasileiros. Com isso, diversas companhias devem ter impactos positivos em seus resultados, seja pelo corte de suas despesas operacionais, já que a energia é um insumo de grande peso na formação de custos, ou por ganhos indiretos.

Leia mais:  Elétricas perdem mais de R$ 14 bi em valor de mercado

Entre elas estão Usiminas, Ferbasa e Braskem, na opinião de Vieira, representantes dos de siderurgia e petroquímica. As demais companhias do setor terão um impacto menor pois já são grandes produtoras de energia própria, comenta o analista. O mesmo deve acontecer no setor de papel e celulose. A Klabin, que tem grande consumo de energia em seu processo de produção deve ser a mais favorecida. Enquanto isso, as demais companhias já são praticamente autossuficientes de geração de energia em seus processos produtivos.

Leia mais:  Setor químico voltará a investir com pacote de energia, diz associação

Já o setor de bens de consumo deve ser favorecido por a redução de seus preços costuma resultar em um ganho de competitividade e aumento de consumo. As empresas que atuam em varejo e shopping serão beneficiadas duplamente: diretamente - em função de redução dos custos, que na avaliação de Vieira provavelmente não repassado para o consumidor final com ganhos de lucratividade – e indiretamente, já que as famílias vão pagar menos em energia – 20,2% menos, segundo o governo – e poderão consumir mais.

As elétricas, que tiveram fortes quedas nesta semana e no ano também podem representar oportunidades, na avaliação de Clodoir. A Eletropaulo, por exemplo, já caiu cerca de 45% neste ano e poderia ser uma opção. Mas ele ainda não recomenda a compra por considerar que ainda não é possível calcular o impacto das medidas em seus resultados, ainda que considere que a Eletropaulo já caiu “Alguma compensação essas empresas terão, mas como umas devem ter impactos maiores do que outras, talvez seja melhor aguardar mais detalhes das medidas,” afirma.

Mais:  Brasil está em bom momento para investimento em ações, diz Santander