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Às 10h04, o Ibovespa recuava 0,47%, aos 59.638 pontos

Agência Estado

Em um dia de agenda importante no Brasil e no exterior, o mercado de ações vai ponderar nesta quinta-feira diversos fatores para definir a tendência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Muito próximo dos 60 mil pontos, o Ibovespa deve ser influenciado pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), pela nova rodada de desonerações na indústria brasileira, pelos efeitos do pacote de energia sobre as ações do setor e pelos comentários do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, sobre o preço da gasolina.

O anúncio do Fed, às 13h30, é o mais esperado e determinará o desempenho da Bovespa, assim como o das principais praças globais.

Às 10h04 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,47%, aos 59.638 pontos. Em Nova York, o S&P futuro tinha baixa de 0,10% e o Nasdaq futuro recuava 0,12%. Na Europa, onde os índices à vista já operam, Paris caía 0,83%, Frankfurt tinha baixa de 0,30%, Madri recuava 1,00% e Milão cedia 0,99%. A Bolsa de Londres sustentava leve alta de 0,24%.

"A Bolsa se resume hoje ao antes e depois do Fed", afirmou na manhã desta quinta-feira um operador ouvido pela Agência Estado. "Ela deve ficar na lateral para cima e para baixo, esperando um QE3 (novo programa de injeção de liquidez) nos Estados Unidos." Segundo o profissional, o Ibovespa à vista deve abrir o dia em leve baixa, mas seu desempenho ao longo do dia dependerá das notícias que vierem dos Estados Unidos.

Setorialmente, porém, a Bovespa segue vulnerável. O setor de energia, que desabou 8,17% nesta quarta-feira (12), conforme o Índice de Energia Elétrica (IEE), deve seguir pressionado nesta quinta-feira. Na quarta-feira, Cesp PNB recuou 27,53% e Transmissão Paulista PN desabou 24,06% - apenas para destacar algumas das principais baixas.

"Depois do show de horrores de ontem, vamos ver o que vai acontecer hoje com as elétricas. Ontem, até gente que não tinha ações alugou para poder vender", comentou o operador. Nesta manhã, no programa "Café com o Ministro", o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a queda das ações do setor é "natural" após os anúncios de medidas pelo governo e que os preços devem voltar à normalidade.

Petrobras também estará na berlinda. Lobão voltou a afirmar hoje que um novo aumento no preço da gasolina não está no momento na pauta do governo. Segundo ele, o Ministério da Fazenda deve examinar a ocasião mais apropriada para atender esta demanda da companhia. Vale lembrar que, nos últimos dias, conforme analistas, os papéis da companhia vêm sendo em parte sustentados pela expectativa de que, com a redução das contas de luz, sobre espaço para o governo elevar os combustíveis sem pressionar a inflação - algo que foi negado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O desempenho da Vale, por sua vez, seguirá influenciado pelo preço do minério de ferro no mercado internacional, que na quarta-feira voltou a ser cotado abaixo de US$ 100 a tonelada seca na China. E pela manhã, às 11h, o governo anuncia mais uma rodada de desonerações para a indústria, o que pode impactar papéis específicos.

Graficamente, conforme relatório enviado a clientes pela equipe da Um Investimentos, O Ibovespa à vista, se confirmar o rompimento do nível próximo aos 59.500 pontos, tem novo ponto de resistência nos 61.500 pontos. "Avançando acima deste, abre espaço para buscar os 63.900 pontos", registrou o relatório. Do lado da baixa, há um nível de sustentação nos 57.320 pontos.