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Moeda ainda responde ao programa de compra de bônus anunciado pelo BCE, que atenuou as preocupações com a crise das dívidas da zona do euro, alimentando o apetite ao risco

Agência Estado

O euro ganha terreno ante as principais moedas rivais ainda em reação ao programa de compra de bônus anunciado pelo Banco Central Europeu (BCE), que atenuou as preocupações com a crise das dívidas da zona do euro, alimentando o apetite ao risco. Outro dado que pode influenciar a moeda nesta sexta-feira é o relatório de emprego nos Estados Unidos, que mostrou a criação de 96 mil vagas, enquanto o desemprego teve leve queda, de 8,3% em julho para 8,1% em agosto.

Por volta das 9 horas (horário de Brasília), o euro era negociado acima da marca US$ 1,2700 pela primeira vez desde junho, cotado a US$ 1,2708, de US$ 1,2635 no fim da tarde de quinta-feira (6) em Nova York.

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O euro também continuava se apreciando ante o franco suíço, subindo ao maior patamar em cerca de cinco meses, assim como na comparação ante a libra esterlina. Ainda no mesmo horário, o euro valia 1,2119 franco e era cotado a 0,7977 libra, renovando a máxima em dois meses ante a moeda britânica. A moeda única europeia recebe conforto da confirmação, pelo presidente do BCE, Mario Draghi, de um ilimitado e esterilizado programa de compra de bônus soberanos de países europeus com vencimentos entre um e três anos.

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Dólar também operava na expectativa pelos números do emprego nos EUA, que servem para balizar as apostas quanto a uma terceira rodada de afrouxamento monetário (QE3, na sigla em inglês) nos EUA. Na semana passada, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, salientou grande preocupação com a situação do emprego no país. Entre as moedas emergentes, o dólar norte-americano caía ante os dólares australiano, neozelandês e canadense.