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No mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,29%, a R$ 2,033, na mínima, depois de bater a máxima a R$ 2,035, em queda de 0,20%

Agência Estado

As palavras do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, devem definir o destino dos mercados financeiros globais nesta quinta-feira, já que a decisão da autoridade monetária, já anunciada, não trouxe novidades.

Com isso, o dólar mantém o comportamento lateral, com ligeiro viés de baixa, conforme verificado na véspera, antes da entrevista coletiva, logo mais. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), por sua vez, salientou que movimento adicional de flexibilização dos juros básicos deve ser conduzido com "máxima parcimônia".

Por volta das 9h20, o contrato futuro do dólar para outubro caía 0,10%, cotado a R$ 2,0455, na máxima, depois de ceder 0,30%, a R$ 2,041, na mínima. No mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,29%, a R$ 2,033, na mínima, depois de bater a máxima a R$ 2,035, em queda de 0,20%, na máxima.

Segundo um operador de tesouraria de um banco local, o dólar deve seguir oscilando entre margens estreitas ante o real, porém, no terreno negativo, até as 9h30, quando é esperado o início de maior volatilidade. Isso porque, neste horário, começa a entrevista coletiva do presidente do BCE, que pode anunciar o relançamento do programa de compra de dívidas soberanas de curto prazo para ajudar países em delicada situação fiscal, como Espanha e Itália.

Para o profissional citado acima, que falou sob a condição de não ser identificado, se for anunciada alguma medida capaz de reduzir a crise das dívidas soberanas na zona do euro, os investidores tendem a ter mais disposição ao risco, ampliando a depreciação do dólar ao redor do mundo. "Do contrário, o mercado pode estressar um pouco", comenta.

Na manhã desta quinta-feira, a autoridade monetária da zona do euro anunciou a manutenção da taxa básica de juros da região em 0,75%. A decisão, amplamente esperada, inverteu o sinal da moeda única, para o positivo. Em reação, o euro era negociado no maior nível em dois meses ante o dólar, a US$ 1,2653, de US$ 1,2625 no fim da tarde de ontem em Nova York.

O dólar também perde terreno ante as principais moedas correlacionadas com commodities. Ainda por volta do horário acima, a moeda norte-americana caía 0,41% ante o dólar australiano; perdia 0,31% ante o dólar canadense; cedia 0,46% ante a rupia indiana; tinha baixa de 0,26% ante o dólar neozelandês e recuava 0,49% ante o rand sul-africano.

Internamente, o documento do Banco Central sobre a reunião de política monetária do Copom na semana passada é visto como mais conservador. Na ata, o colegiado que decidiu pelo nono corte seguido da taxa básica de juros (Selic) ao final do mês passado, para 7,50%, repetiu que qualquer ajuste adicional será conduzido com "máxima parcimônia" e destacou ações de política recentemente implementadas. Para o Copom, a demanda doméstica tende a ser robusta, com expansão moderada do crédito.