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Investidores aguardam reunião de política monetária do Banco Central Europeu nesta quinta-feira, assim como o relatório de emprego dos Estados Unidos na sexta-feira

Agência Estado

Após a forte queda de 1,83% na terça-feira (4), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa a sessão desta quarta-feira com tendência de alta, recuperando um pouco das perdas mais recentes. Mas, como os principais eventos da agenda ficaram para o fim da semana - com destaque para a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira e para o relatório de emprego dos EUA na sexta-feira -, o Ibovespa deve seguir refém da cautela que predomina no exterior.

Já o anúncio feito ontem pelo governo, de elevação do Imposto de Importação para 100 produtos, pode favorecer os papéis de alguns setores ao longo do dia. Às 10h44 (horário de Brasília), o Ibovespa à vista subia 0,51%, aos 56.521 pontos, na contramão dos índices futuros de Nova York, onde o S&P recuava 0,13% e o Nasdaq caía 0,14%. Na Europa, os índices à vista operavam em direções divergentes, com Londres (-0,19%), Paris (+0,46%) e Frankfurt (+0,54%).

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"Para as bolsas hoje, o cenário ideal seria de estabilidade, porque está todo mundo na expectativa de alguma notícia positiva em relação à política monetária (do BCE)", comentou um operador ouvido nesta manhã pela Agência Estado . "Fora isso, temos o payroll (relatório de empregos nos EUA) na sexta-feira. O mercado tem muita expectativa e pouco indicador hoje." No entanto, o profissional destacou que ontem o Ibovespa caiu bastante e "bateram demais em alguns papéis", o que abre espaço para certa recuperação na sessão desta quarta-feira.

Mas o movimento do Ibovespa, segundo ele, ficará mais claro após a abertura do mercado em Nova York, às 10h30. "O investidor estrangeiro tem entrado bastante na venda (de ações). Se isso continuar, o Ibovespa pode pesar", afirmou. Vale e Petrobras, que ontem recuaram, serão observadas com atenção. Conforme análise distribuída a clientes pela equipe da Um Investimentos, as ações preferenciais da Vale, que ontem fecharam em R$ 32,12, "seguem em uma forte tendência de queda no curtíssimo prazo".

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"Mantendo-se abaixo dos R$ 34,51, tem próximo ponto no fundo formado em outubro de 2009 em R$ 31,00." No caso de Petrobras PN, que ontem fechou a R$ 20,43, o próximo ponto gráfico está nos R$ 19,30 e o suporte seguinte nos R$ 18,00. Já o anúncio feito ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de elevação do Imposto de Importação para 100 produtos, favorece setores como siderurgia, petroquímica, química fina, medicamentos e bens de capital, o que pode se refletir positivamente nas ações hoje.

Vale lembrar que ontem o setor de siderurgia foi um dos que mais contribuíram para a baixa do Ibovespa. Na Europa, as vendas do varejo na zona do euro recuaram 0,2% em julho ante junho e caíram 1,7% na comparação com julho do ano passado. Economistas esperavam queda mensal de 0,3%. Na Alemanha, a queda mensal foi de 0,9% e, na Espanha, de 1,9%. A França registrou aumento de 0,9% e a Irlanda elevação de 1,7%.

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Já o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu para 46,3 em agosto, de 46,5 em julho, segundo a Markit. O número foi revisado para baixo do cálculo preliminar de 46,6 e permanece menor que 50, o que indica contração da atividade. O PMI composto da Alemanha caiu para a mínima em mais de três anos de 47,0 em agosto, de 47,5 em julho.

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