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Por volta das 9h40, o contrato futuro do dólar para outubro caía 0,20%, a R$ 2,0375, na mínima, depois de ir até R$ 2,0415, estável, na máxima

Agência Estado

Apesar da volta dos negócios em Nova York, passado o fim de semana prolongado nos Estados Unidos, o início do mês de setembro parece ter sido adiado mais uma vez. Os mercados internacionais operam na linha d'água nesta terça-feira, com os investidores à espera da reunião do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira e dos números do mercado de trabalho nos Estados Unidos (payroll), um dia depois. Com isso, o dólar deve voltar a exibir pouca oscilação ante o real nesta terça-feira.

Por volta das 9h40, o contrato futuro do dólar para outubro caía 0,20%, a R$ 2,0375, na mínima, depois de ir até R$ 2,0415, estável, na máxima. No mercado de balcão, o dólar à vista tinha baixa de 0,05%, a R$ 2,031, após oscilar entre R$ 2,030 (-0,10%), na mínima, e R$ 2,032 (estável), na máxima. No mesmo horário, em Nova York, o dólar norte-americano caía 0,07% ante o dólar australiano e recuava 0,12% em relação ao dólar canadense.

Operadores de câmbio afirmam que o mercado doméstico não deve apresentar grandes movimentações até a quarta-feira (5), acompanhando o ritmo mais lento dos negócios ao redor do mundo, por causa dos eventos de grande relevância previstos para o fim da semana no Brasil e no exterior. "Ontem, hoje e amanhã, o dólar deve apresentar oscilação limitada", resume um operador de tesouraria de um banco local.

O profissional, que falou sob a condição de não ser identificado, diz, porém, que o ligeiro viés negativo exibido nesta terça-feira pelo dólar por aqui está relacionado ao comportamento das moedas correlacionadas com commodities no exterior. Além disso, mesmo com a volta das operações em Nova York, com o fim das comemorações pelo Dia do Trabalho nos EUA, o volume financeiro deve seguir fraco - na segunda-feira, o giro representou cerca de 20% do volume diário normal.

Internamente, o destaque fica para a divulgação da ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve definir será haverá um corte residual no próximo encontro do colegiado do Banco Central, em outubro, ou se a taxa básica de juros (Selic) será mantida em 7,5% até o fim do ano. Por enquanto, as taxas futuras de juros mantêm a projeção de uma Selic a 7,25% no próximo mês.

Mas o radar dos mercados financeiros está voltado ao exterior. A grande expectativa gira em torno do desfecho da reunião do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (6). Os investidores estão ávidos por detalhes e o momento em que deve ser acionado um eventual programa de recompra de bônus no mercado secundário pela autoridade monetária.

Porém, qualquer movimento do BCE depende de um pedido formal de resgate financeiro. O ministro das Finanças da Espanha, Luis de Guindos, disse que espera mais clareza sobre as condições de uma possível ajuda para seu país nas próximas semanas. "Primeiramente, as condições devem ser resolvidas", afirmou, acrescentando que só depois é que a Espanha irá solicitar apoio dos fundos de resgate da zona do euro. Ainda no mesmo horário, o euro apagava os ganhos e caía a US$ 1,2570, de US$ 1,2591 no fim da tarde de ontem em Nova York.

Também é grande a expectativa pela divulgação do número de postos de trabalho criados nos EUA em agosto, juntamente com a taxa de desemprego do país. Ao final da semana passada, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, deixou em aberto a possibilidade de novos estímulos à economia norte-americana, mas salientou que a fraqueza do mercado de trabalho é uma grave preocupação para o Fed. Segundo Bernanke, as edições anteriores de afrouxamento quantitativo (QE1 e QE2) impulsionaram mais de 2 milhões de empregos. O dado será divulgado na sexta-feira em dia de feriado no Brasil.