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Índice de fundos imobiliários (IFIX), lançado nesta segunda-feira, deve ter como consequência a criação de um ETF (fundo de índice), que será uma nova opção para investir no setor

A BM&FBovespa lançou nesta segunda-feira novo índice para fundos imobiliários, que passa a ser uma nova referência para o setor. O próximo passo, aguardado por investidores, é o lançamento de produtos financeiros que acompanhem o índice, chamado Índice de Fundos de Investimento Imobiliários (IFIX). O mais esperado é um fundo de índice (ETF).

Segundo executivos da BM&FBovespa, ainda não há previsão para o lançamento de um ETF para seguir o IFIX, mas a ideia está sendo estudada. "Os ETFs virão como uma consequência do mercado,” disse Rodrigo Machado, presidente da Câmara Consultiva do Mercado Imobiliário da BM&FBovespa.

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Segundo Paulo Paulo Cirulli, gerente de produtos OTC da BM&FBovespa, já há conversas com o regulador do mercado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sobre a estruturação e o lançamento do produto, mas isso depende de aspectos do setor e de questões tributárias.

A definição da cobrança ou isenção de imposto de renda para pessoas físicas é um dos principais pontos em discussão. Outros produtos financeiros ligados ao mercado imobiliário, como os próprios fundos imobiliários, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), não cobram imposto de renda do pequeno investidor, o que é uma grande vantagem, já que o IR sobre os ganhos com renda fixa variam de 15% a 22,5% ao ano.

O desempenho do IFIX chama a atenção e aumenta as expectativas para a criação de um ETF. Quando considerados os desempenhos dos fundos que compõem o IFIX, retroativamente, desde 30 de dezembro de 2010, o resultado é uma valorização de 50,6% até 31 de agosto deste ano, contra uma queda de 17,7% do Ibovespa e uma baixa de 15,8% do IMOB (índice que reúne ações de empresas do setor imobiliário) no mesmo período.

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IFIX

A carteira do IFIX é composta por cotas de 44 fundos imobiliários negociados nos ambientes de bolsa e de balcão organizado da BM&FBovespa. A seleção dos fundos foi feita por critério de liquidez de suas cotas, e foi feita uma ponderação pelo valor de mercado total. A cada quatro meses, a carteira será reavaliada. Veja aqui a composição atual .

Mercado imobiliário

Os produtos de investimento ligados ao mercado imobiliário vêm crescendo nos últimos anos. O volume acumulado de negociação de fundos de investimento imobiliários (FII) na BM&FBovespa cresceu 79% em 2012 (para R$ 1,6 bilhão) em relação ao ano passado, quando já tinha aumentado 140% em relação ao ano anterior. O número de investidores somava 47.798 até agosto, sendo 99% pessoas físicas.

No caso das LCIs, o aumento também é significativo. Dados da Cetip mostram um crescimento de 44% nos estoques neste ano, para R$ 57 bilhões em julho, contra R$ 39,9 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Já o volume de CRIs registrados na BM&FBovespa aumentou 96% neste ano, para R$ 196 milhões até o final de julho, contra R$ 100 até o mesmo período de 2011.

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