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Objetivo é impulsionar investimentos chineses no mercado financeiro do Brasil, diz presidente da bolsa brasileira, Edemir Pinto

Para Edemir Pinto, China pode
Divulgação BM&FBovespa
Para Edemir Pinto, China pode "fazer a diferença" no mercado de capitais do Brasil

  A BM&FBovespa planeja lançar, em 2013, o primeiro fundo de índice brasileiro (ou ETF, de Exchange Traded Funds) a ser listado na Bolsa de Xangai. O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo presidente da bolsa de valores brasileira, Edemir Pinto. Segundo ele, o objetivo é impulsionar os investimentos chineses no mercado financeiro do Brasil, que ainda são pouco relevantes.

"Acreditamos que, se algum país vai fazer a diferença no mercado de capitais do Brasil, esse país é a China”, afirmou Edemir Pinto durante o 3º Forum do Mercado de Capitais Brasil-China, realizado nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro.

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De acordo com o presidente da BM&FBovespa, o mais provável é que os ETFs listados em Xangai sejam atrelados ao carro-chefe da Bolsa, o Ibovespa. “O ideal é começar pelo índice mais popular, com maior liquidez”, afirmou.

Embora ainda não seja possível determinar quando será o lançamento do fundo na Bolsa de Xangai porque isso depende de “questões regulatórias”, o executivo revelou que a ideia é listar o novo produto da BM&FBovespa até setembro do ano que vem.

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“Em setembro ou outubro de 2013, teremos quarta edição do Forum do Mercado de Capitais Brasil-China, que será realizada em Pequim e que terá como principal objetivo discutir e apresentar novos produtos. Por isso, queremos lançar o ETF antes do início do fórum”.

A China responde hoje por menos de 1% da participação estrangeira na Bovespa. Em 2011, os investimentos chineses no mercado brasileiro de ações foram de R$ 3,5 bilhões. Em 2010, os chineses movimentaram R$ 1,5 bilhão no país.

A Bolsa de Valores de Xangai foi criada em 1990 e fechou o mês de julho com 590 empresas listadas e movimentação de US$ 5 trilhões. “Já somos um dos dez maiores mercados de ações do mundo”, disse Zhang Yujun, diretor-presidente da Bolsa de Xangai.

Yujun, que também participou da abertura do evento no Rio de Janeiro, revelou ainda que o portfolio de serviços da bolsa chinesa vem crescendo a um ritmo superior a 50% nos últimos três anos.

“Sendo uma economia emergente, também temos muitos problemas. Ainda não temos produtos tão diversificados. Mas, queremos ampliar nosso portfólio. E, por isso, a cooperação com o Brasil é tão importante”, afirmou.

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