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Departamento britânico pode abrir processo criminal contra o Barclays por pagamentos feitos em 2008 ao fundo soberano do Catar, quando o banco buscou financiamento

Agência Estado

O Departamento de Fraudes Graves do Reino Unido (SFO, na sigla em inglês) pode abrir um processo criminal contra o Barclays por causa de pagamentos feitos em 2008 ao fundo soberano do Catar, quando o banco buscou financiamento, informou a agência Bloomberg, citando duas pessoas familiarizadas com o caso. O banco confirmou a investigação do departamento. As ações do Barclays fecharam em queda de 1,38% na Bolsa de Londres.

O Barclays levantou 7 bilhões de libras em capital de investidores - dentre eles os fundos soberanos de Abu Dhabi e do Catar - após o início da crise financeira em 2007. A medida permitiu que o banco não pedisse resgate do governo, ao contrário do que aconteceu com o Royal Bank of Scotland Group e do Lloyds.

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"A Autoridade de Serviços Financeiros do Reino Unido está investigando a eficiência da divulgação de informações relacionadas às taxas a pagar sob certos acordos comerciais e se elas podem ter relação com o financiamento dado ao Barclays em junho e novembro de 2008", diz o credor em comunicado divulgado em 27 de julho. Os promotores investigam se as taxas que o banco concordou em pagar à Autoridade de Investimentos do Catar foram divulgadas adequadamente.

Representantes do Barclays, do SFO e da Autoridade de Investimentos negaram-se a falar sobre o assunto com a Bloomberg. Já o site Banking Times revelou que o Barclays disse que Russell Collins, ex-parceiro da Deloitte, foi indicado para trabalhar numa das revisões de práticas de negócios do banco, após o escândalo de manipulação a taxa Libor. As informações são da Dow Jones.