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De acordo com o banco, créditos fictícios ou inexistentes do banco eram de R$ 1,388 bilhão


Luiz Octavio Indio da Costa, dono do Cruzeiro do Sul
Divulgação
Luiz Octavio Indio da Costa, dono do Cruzeiro do Sul

Os rombo no balanço do banco Cruzeiro do Sul totalizaram R$ 3,110 bilhões, afirmou Celso Antunes, diretor do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assumiu temporariamente a administração do banco.

De acordo com o executivo, os créditos fictícios ou inexistentes do banco eram de R$ 1,388 bilhão. As provisões adicionais ampliaram o rombo em mais R$ 542,9 milhões. Houve também uma reversão de lucro de cessão de R$ 137,7 milhões.

Antunes afirmou que o Banco Prosper possui patrimônio negativo de R$ 100 milhões, em vez dos R$ 55 milhões positivos registrados pela instituição. O balanço do Cruzeiro ainda registrou perda com ações da Telebras, que estavam super-avaliadas em R$ 125,2 milhões, e do fundo verax IAA, que tinha precatórios super-avaliados em R$ 39,3 milhões.

Ainda segundo o executivo do FGC, os passivos contingentes do banco somam R$ 612,9 milhões. Com relação ao crédito tributário R$ 196 milhões, embora existente, só pode ser mantido se o banco registrar lucro para usá-lo, de acordo com Antunes.

Do lado positivo, o banco contabilizou um ajuste de R$ 114,9 milhões em ações de swap que foram suspensas. Na data da intervenção, o patrimônio líquido da instituição era de R$ 874,1 milhões, segundo Antunes.


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