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Banco do Reino Unido tenta encontrar novo líder em meio a escândalo da manipulação da taxa de juros Libor

Reuters

LONDRES - O vice-presidente do Barclays, Michael Rake, decidiu não concorrer ao cargo de presidente do banco britânico, dando um duro golpe na instituição que procura um novo líder em meio ao escândalo da manipulação da Libor .

Rake, que era considerado favorito à vaga, não está interessado em assumir o cargo, afirmaram neste domingo três pessoas familiarizadas com o assunto.

O próximo presidente do Barclays enfrentará um difícil desafio. O banco foi multado em 450 milhões de dólares há três anos por manipular a taxa Libor, e o escândalo desenterrou problemas profundos em suas relações com reguladores, que acusaram o banco de ser frequentemente muito agressivo.

O cargo de presidente também atrairá análises minuciosas --e possivelmente interferência-- das autoridades do Reino Unido, que têm sido criticadas por não terem agido antes para colocar o banco na rédea.

Rake teria de desistir da presidência da empresa de telecomunicações BT Group e da easyJet para assumir a vaga. Ele não foi encontrado imediatamente para comentar o assunto. Marcus Agius, presidente por cinco anos e meio, renunciará assim que for encontrado um substituto.

O Barclays também está à procura de um presidente executivo. Bob Diamond, que era o presidente-executivo (CEO) desde o início de 2011, demitiu-se com efeito imediato uma semana após o caso Libor, seguindo revoltas políticas e públicas. Quando deixou o cargo, Agius assumiu as principais responsabilidades executivas.

(Reportagem de Steve Slater, Kate Holton e Rhys Jones)