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Subsidiária do banco também quer aproveitar janelas de oportunidade para fazer emissões no exterior e vê tendência de aumento do peso do Brasil no grupo

O Santander Brasil quer crescer em número de clientes, negócios e agências, mas também considera eventuais aquisições caso elas sejam interessante. Essa é a posição do presidente do banco, Marcial Portela, que destacou que a instituição financeira só compra estrategicamente. “Não compramos por comprar. Compramos quando temos uma boa oportunidade, se tem rentabilidade e preço”, afirmou o executivo nesta quarta-feira, em encontro com jornalistas brasileiros na cidade espanhola de Santander.

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Nas últimas semanas, o banco tem sido alvo de rumores sobre a venda de parte de seus ativos a outras instituições financeiras no Brasil. Portela acredita que a fonte que alimenta essas notícias são alguns bancos de investimento dos Estados Unidos e da Europa, cujas operações este ano foram afetadas pela piora da crise econômica mundial. “É um ano ruim em termos de transações de negócios. Para eles, é interessante cobrar comissões, levar propostas a diferentes lugares. Eles vivem disso”, diz o banqueiro.

Apesar de dizer que os rumores não incomodam, Portela reconhece que as notícias criam inquietude entre os funcionários e clientes. “Não é positivo nem para clientes nem para os bancos”, diz. Segundo o executivo, o Brasil, onde o banco tem R$ 450 bilhões em ativos, tende a pesar mais no grupo. Atualmente, a América Latina representa cerca de 50% do resultado do grupo. Deve passar para dois terços. “Eu gostaria que Brasil não pesasse tanto, pois uma das forças do grupo é a diversificação”, afirma.

O Santander Brasil também cogita fazer emissões para financiamento em mercados internacionais. “Quando o mercado está aberto, aproveitamos as janelas. Isso vai depender dos preços e das janelas de oportunidade”, destaca. No país, Portela projeta que vai continuar abrindo entre 100 e 120 agências por ano, e mantém o plano de conquistar um milhão de clientes até o próximo ano. “Vamos continuar nesse patamar, acompanhando o desenvolvimento do país”, ressalta.

A repórter viajou a convite do Santander


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