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Na abertura, o dólar comercial subia 0,14%, para R$ 2,081; na BM&F, o dólar futuro para julho avançava 0,16%, a R$ 2,082 logo após o início dos negócios

O mercado de juros futuros começou os negócios desta quinta-feira com taxas apontando para baixo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). A taxa do depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2014 chegou a atingir a mínima de 7,88%, contra 7,94% apurados na véspera.

Além de digerir o Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central, o mercado monitora o encontro de cúpula da União Europeia. O dólar avança frente ao real.

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O Relatório de Inflação do segundo trimestre corrigiu as projeções de atividade e inflação, conforme era esperado, mas ainda apresentou um quadro melhor do que o mercado enxerga. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,5%.

Boa parte do mercado já vê expansão perto de 2% ou até abaixo disso. De todo modo, o documento corrobora a ideia de que há mais cortes de juros pela frente e tende a alimentar o viés de baixa dos juros futuros, em especial nos contratos de médio e longo prazo.

O quadro geral apresentado é de inflação em queda e atividade frágil, em função da crise externa. Dólar No mercado de câmbio, o dólar inicia a sessão cravando a sétima alta seguida ante o real, ainda a maior série do tipo em mais de nove meses, conforme a demanda por ativos de risco no exterior é deprimida pelo ceticismo dos agentes de que líderes europeus tomem nesta semana decisões fortes para acabar com a crise de dívida na zona do euro.

Por volta de 9h20, o dólar comercial subia 0,14%, para R$ 2,081. Na BM&F, o dólar futuro para julho avançava 0,16%, a R$ 2,082 logo após abertura. Na quarta-feira, a moeda americana fechou em alta de 0,29%, para R$ 2,078, máxima em pouco mais de um mês. Nas últimas seis sessões, o dólar acumulou ganhos de 2,47%.

Em setembro de 2011, nas dez sessões seguidas em que subiu (entre os dias 31 de agosto e 14 de setembro), o dólar ganhou 8,5%.

Na máxima de ontem, a divisa chegou a marcar ganho de 1,25% (R$ 2,098), mas reduziu o movimento depois que o Banco Central anunciou que ofertará nesta quinta-feira até 60 mil contratos (US$ 3 bilhões) em swaps cambiais tradicionais (equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro) para 1º de agosto e 3 de setembro, após ter rolado na véspera a mesma quantia de contratos que venceria no próximo dia 2. O leilão ocorre entre 10h15 e 10h30, com resultado a partir das 10h45.

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