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Ações da Petroleira de Eike Batista voltam a despencar após tombo de 25% na quarta-feira

A bolsa brasileira acelerou a intensidade da desvalorização na tarde desta quinta-feira, acompanhando o movimento dos mercados americanos.

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Em Wall Street, os índices de ações reagem mal à notícia do jornal “New York Times” de que as perdas do J.P. Morgan com derivativos poderiam chegar a US$ 9 bilhões, ante os US$ 2 bilhões esperados inicialmente. A notícia puxa para baixo todo o setor bancário dos Estados Unidos.

Investidores também continuam na expectativa sobre o encontro de líderes europeus, embora a maioria esteja pessimista quanto a possíveis soluções para a crise na região.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a ação da petrolífera OGX segue ladeira abaixo e ajuda a pressionar o Ibovespa, junto com os papéis de Vale e bancos. A Moody’s cortou a nota de crédito de oito instituições brasileiras. O rebaixamento, no entanto, não está relacionada ao aumento no risco dos bancos, mas a uma questão de metodologia da agência de classificação de risco.

Por volta de 16h30, o Ibovespa marcava baixa de 1,39%, aos 52.368 pontos, próximo da mínima do dia, de 52.333 pontos. O volume financeiro somava “apenas” R$ 4,5 bilhões, sendo que apenas OGX ON respondia por R$ 760 milhões.

O papel da empresa de petróleo controlada pelo empresário Eike Batista despencava 16,48%, para R$ 5,22, depois de cair 25% na quarta-feira. Pouco antes, a ação chegou a entrar em leilão na Bovespa devido à forte queda. A decepção com a projeção de produção no campo de Tubarão Azul, na bacia da Campos, continua pressionando o papel.

Outras empresas de Eike também sofrem: CCX ON (-6,65%), MMX ON (-10,61%), LLX ON (-8,03%), MPX ON (-1,93%), OSX ON (-10,67%) e Port X ON (-9,24%).

Além de OGX, na lista de ações mais negociadas estão Vale PNA (-2,24%, a R$ 38,71) e ON (-2,44%, a R$ 38,72). Segundo operadores, os estrangeiros continuam batendo em retirada da bolsa brasileira neste pregão, via OGX e também Vale.

O papel Petrobras PN mostra alta de 0,40 %, a R$ 17,71, enquanto a ON avança 0,05%, a R$ 18,25. Operadores afirmam que o mercado tem gostado da postura firme da nova presidente da estatal petrolífera, Maria das Graças Foster. Além disso, lembram que o papel apanhou muito nos últimos pregões, e já estaria atraindo compradores, muitos deles “abandonados” da OGX.

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